Estudos Bíblicos Teologia

Diferença entre Evangélicos e Adventistas

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Muitas vezes ouvimos algumas lideranças dizerem através de programas de rádio, TV e outras mídias que evangélicos e adventistas tratam de um mesmo segmento. Eu venho através dessa dissertação revelar que isso é um inverdade. Infelizmente…

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Muitas vezes ouvimos algumas lideranças dizerem através de programas de rádio, TV e outras mídias que evangélicos e adventistas tratam de um mesmo segmento. Eu venho através dessa dissertação revelar que isso é um inverdade. Infelizmente, muitos crentes evangélicos se enganam com isso. Todavia, vejamos:

No que crê uma igreja evangélica e no que crê a igreja adventista sobre o dia de descanso?

Toda igreja evangélica observa o Domingo, o primeiro dia da semana. Em memória a ressurreição de Jesus (Mc.16.9). Algumas igrejas guardam o sétimo dia não importando qual seja o dia. Mas sim o dia de folga 6/1 de cada trabalhador. Sendo este reservado ao descanso e a adoração a Deus. É importante salientar que o sétimo dia do calendário humano, o Sábado, não corresponde com o sétimo dia de Deus. Pois quando Deus estava concluindo a obra da criação já havia passado sete dias (Gn.2.2). Enquanto que o homem, que foi formado no sexto dia, não poderia descansar junto com Deus, que a seis dias já trabalhava na criação.

Já os adventistas guardam o Sábado exclusivamente. Aderindo o costume judaico. Fazem deste mandamento uma doutrina vital que difere os que servem a Deus dos que não servem (pág.611, Ellen Gould White. CPB.1971). Segundo a Sra. Ellen Gould White: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol.III, pág.22, 2a edição, 1956).

No que crê uma igreja evangélica e no que crê a igreja adventista sobre a Lei divina?

Para os evangélicos a lei é uma só. Chamada de Pentateuco ou Torah (os cinco primeiros livros de Moisés). Jesus citou os dois mandamentos mais importantes de toda a lei. Usando trechos do pentateuco, que era a lei (ver Dt.6.5 e Lv.19.18). Isso Ele disse em resposta a uma pergunta de um doutor da lei (Mt.22.35-40). Jesus relacionava a lei ao pentateuco, como todo conhecedor das Escrituras faz (ver Lc.24.44). A argumentação de dizer que havia a lei de Moisés (cerimonial) e a lei de Deus (decálogo) não resiste há um exame sério das passagens da Bíblia. Veja, em Ne.8.8,18 o que era chamado de “lei de Moisés” está sendo chamado aqui de “lei de Deus”. É bom saber que a chamada “lei de Moisés” foi dada por Deus (Ed.7.6). Sendo portanto a mesma lei de Deus. Não podendo ser divida, pois um só é o legislador (Tg.4.12).

Já os Adventistas fazem um divisão na Lei divina para fugirem da dura realidade que a Lei foi abolida (Hb.7.18; Cl.2.14). Por isso dividem-na para sofismarem que foi abolida apenas a “Lei Cerimonial”. Para eles existe a lei de Deus. Que é o decálogo ou seja, os dez mandamentos. Chamada “lei moral”. E existe a lei de Moisés. Chamada de “lei cerimonial”. Que são as cerimonias judaicas. Havendo portanto duas leis. No folheto “Leis em Contraste”, pp 2/3 diz: “A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamados Lei de Deus… O mesmo não se dá a Lei Cerimonial, freqüentemente chamada de Lei de Moisés.” Difícil é a Bíblia concordar com essa divisão. Lendo Josué 8.30-32 (compare com Dt.27.1-8) chegando no verso 32 surge a pergunta: Como Josué poderia escrever ali toda a Lei de Moisés em pedras? (que era o Pentateuco ou Torah conforme Lucas 22.44). Na verdade Josué estava fazendo uma cópia dos Dez Mandamentos que estão sendo chamados de Lei de Moisés.

No que crê uma igreja evangélica e no que crê a igreja adventista sobre o sacrifício completo de Jesus na cruz?

A igreja evangélica acredita que o sacrifício de Jesus é único e completo. Exclusivamente capaz de expiar o pecado da humanidade (Hb.10.12,18; 1Jo.2.2). Verdadeiramente foi Jesus que tomou sobre si os nossos pecados e mais ninguém (Is.53.4-6,11,12). Os dois bodes mencionados em Levítico 16.1-5 eram ambos oferta pelo pecado (v.5) e expiação do pecado (v.10). Ora, se Satanás vai expiar os pecados ele é co-salvador dos adventistas. Isso é outro evangelho (Gl.1.8). Os dois bodes prenunciavam o que Jesus Cristo faria posteriormente na cruz.

Já os adventistas acreditam que o sacrifício expiatório de Jesus será completo quando futuramente Satanás fizer sua participação na expiação dos pecados. Sendo ele chamado pela teologia adventista de “bode emissário”. Que no dia do juízo Deus colocará os pecados do seu povo sobre Satanás (O Grande Conflito, pág.365 5o parágrafo – editora afiliada, edição de 2003 e na editora Casa Publicadora Brasileira, p.421, edição de 1990) Ver também “O conflito dos Séculos”, pág.421: “O bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados”.

No que crê uma igreja evangélica e no que crê a igreja adventista sobre a guarda do sábado?

A igreja evangélica acredita que o Sábado semanal foi abolido por Jesus na cruz (Cl.2.13-17). Sendo este mandamento restrito ao povo judeu assim como toda a Lei (Êx.31.16,17; Sl.147.19,20; Rm.3.2).

Já para os adventistas, das 60 vezes que ocorre a palavra sábado, sábados e dia de Sábado. 59 casos aceitam como se referindo ao sábado semanal. Porém justamente a passagem de Colossenses 2.16 que revela a sua abolição (v.13-17) afirmam que este sábado é o anual. (ver Estudos Bíblicos, pág.378, CPB). Ora, a expressão “dias de festa” (de Cl.2.16) já refere-se ao sábado anual, os dias sagrados do ano, que era celebrada: A festa dos Pães Asmos, a festa da Sega e a festa da Colheita (Êxodo 23.14-16). Já a expressão “lua nova” , refere-se aos dias sagrados do mês (Nm.28.11-15) e por fim a expressão “sábados”, refere-se aos dias sagrados da semana (Lv.19.30). Jesus aboliu tudo, cumprindo a profecia de Os.2.11. Mas, os adventistas insistem em guardá-lo e usar esse ponto como cavalo de batalha contra os evangélicos que não observam tal dia.

No que crê uma igreja evangélica e no que crê a igreja adventista sobre a salvação?

A igreja evangélica acredita que a salvação vem de Deus por meio de sua graça (Ef.2.8,9; At.15.11). Favor imerecido, o qual foi dado a humanidade escrava do pecado (Jo.8.34) incapaz de se voltar para Deus por si só (Ef.2.1-3) devido a sua condição de humanidade pecadora após Queda (Rm.3.23). E sem Cristo não pode se chegar a Deus (Jo.14.6). A fé é o meio pelo qual o homem se torna justo (Rm.5.1) e essa fé vem de Deus (Ef.2.8) e resultado da exposição da Palavra de Deus (Rm.10.17). E Deus determinou trazer salvação com sua justiça e não com a sua lei (Rm.3.21) por meio de sua graça em seu Filho Jesus (idem v.24) estabelecendo a sua própria justiça, sendo ele e não nós, justo e justificador (v.26). Se fosse pela Lei divina todos seríamos condenados (Tg.2.10; 1Jo.1.10 e 3.4). Todavia creem que estando em Cristo, tendo crido no evangelho, toda condenação lhes é cancelada (Rm.5.9; 8.1; Jo.5.24; Gl.3.13).

Já na igreja adventista, a obra da redenção é incompleta e ocorre por meio da participação humana na observância da Lei divina e não pela graça de Deus. Seguindo o pensamento pelagiano, ou no mínimo semipelagiano. O adventismo ensina que a obra da expiação não se consumou na cruz. Cristo se encontrava no santuário celeste intercedendo pelos pecados do povo. “Esses pecados manchavam o Santuário Celestial. Em 1844, ele entrou no segundo compartimento (o Santo dos Santos) e começou a purificar o Santuário e a julgar seu povo, os adventistas. Nesse julgamento, Jesus verifica quem está guardando ou não os Mandamentos. Quando ele voltar, haverá o julgamento retributivo: Ele abrirá o Livro da Vida e o Livro Memorial (que contém cada ato praticado pelos adventistas). Quem guardou os Mandamentos será salvo; quem falhou em guardar, terá seu nome extraído do Livro da Vida e será destruído. Os demais por não serem adventistas, não têm seu nome no Livro da Vida; logo, a destruição será seu prêmio, junto com os adventistas infiéis”. (Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo. Por George A. Mather e Larry A. Nichols. Pág.193). Isto é, todo adventista morre sem certeza de salvação. Aguarda o juízo retributivo, anulando todo o mérito de salvação por Cristo.

CONCLUSÃO

Apesar de toda a aparência de serem evangélicos, o fato é que não são. Pois, não podem afirmar na prática quatro dos cinco pilares dos reformadores: Sola Gratia (pois no fim o mérito é do que obedeceu a lei), Solus Christus (pois no final das contas Jesus não é o autor final da salvação, pois divide isso com o Diabo), Soli Deo Glorie (pois no fim a glória é do que obedeceu a lei) e Sola Fide (pois no fim as obras contam como meio de salvação). E eu ainda duvido de poderem afirmar Sola Scriptura. Pois, adotam que “as Escrituras devem ser interpretadas segundo as visões, sonhos e revelações de Ellen White. Afirmam que a Bíblia é a luz maior e os escritos da Sra. White a luz menor”. (idem pág.192). Muita petulância não acham? A Palavra de Deus diz: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro”. (Ap.22.18).

Postado por Daniel D.

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