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“Deus me livrou da morte”, reconhece sobrevivente que trabalhava em Brumadinho

"Deus me livrou da morte", reconhece sobrevivente que trabalhava em Brumadinho
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O engenheiro Rawgleison Batista Amaral trabalhava em um cruzamento próximo ao local da tragédia.

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Um engenheiro eletricista que foi resgatado vivo na sexta-feira (25) após o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), dedicou sua sobrevivência a Deus.

“Foi por muito pouco. Muita gente que estava comigo morreu, não conseguiram fugir a tempo. Deus me abençoou”, disse Rawgleison Batista Amaral, que vive em Birigui (SP) e estava trabalhando na instalação de um sistema de sinalização em um cruzamento próximo ao local da tragédia.

“Glória a Deus! Deus me abençoou demais. Mais essa, Deus me livrou da morte e foi muito bom para a minha vida”, acrescentou Rawgleison em vídeo no qual detalha alguns momentos de pânico.

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Rawgleison estava do lado de fora de um refeitório quando ouviu um barulho distante e percebeu que a barragem havia se rompido. “Quando eu vi aquele monte de árvore, terra, caminhão, caminhonete sendo empurrada, a única coisa que você pensa é em correr”, contou.

“Eu não iria conseguir, a lama iria me pegar. Graças a Deus passou uma caminhonete do nosso lado, a gente gritou. O cara parou, foi um anjo que teve a paciência de parar, esperar, então eu pulei na caçamba da caminhonete e o cara arrancou. Mais uns 300 metros e ele parou de novo, várias pessoas subiram na caminhonete. Foram mais de 15 pessoas resgatadas. Então ele acelerou e foi para uma área mais alta”, acrescentou.

Longe do mar de lama, o engenheiro lembra que chegaram outros veículos com pessoas resgatadas. Eles ficaram ilhados até serem encontrados pelo Corpo de Bombeiros levados até uma tenda da Vale.

“Tinha água e alimentação lá. Pegaram os nomes de todos e disponibilizaram um ônibus para ir embora, então graças a Deus conseguimos nos livrar”, afirmou Rawgleison. O engenheiro não ficou ferido e reencontrou a família no domingo (27).

Os destroços do rompimento da barragem da Vale atingiram um refeitório e um prédio da mineradora, além de uma pousada, casas e vegetação. Até o momento, há confirmação de 60 mortos, 292 desaparecidos, 192 resgatados, 382 localizados e 135 desabrigados.

As buscas estão no quarto dia e contam com o apoio de 136 militares de Israel. A Vale suspendeu o pagamento de dividendos e bônus a executivos, e criou comitês para ajudar vítimas, reparar danos e descobrir responsáveis.

Fonte: Guia-me

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