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Cresce nos EUA número de evangélicos esquerdistas que abandonam o rótulo de evangélico

Cresce nos EUA número de evangélicos esquerdistas que abandonam o rótulo de evangélico

Evangélicos esquerdistas criticam a associação da fé evangélica com o conservadorismo

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Julio Severo

Um crescente número de evangélicos americanos está abandonando o rótulo de evangélico para se distanciar do conservadorismo evangélico.

Tony Campolo, pastor progressista e fundador do movimento “Red Letter Christians” (Cristãos da Letra Vermelha), também tomou essa decisão. Em entrevista recente ao site Premier Christianity, o conselheiro espiritual do ex-presidente esquerdista Bill Clinton afirmou que muitas conotações negativas foram atribuídas ao termo, principalmente entre não cristãos.

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— Sentimo-nos desconfortáveis em nos chamarmos como evangélicos, porque o público em geral supõe coisas sobre nós que não são verdadeiras — afirmou Campolo. — Não somos favoráveis à pena de morte, não somos a favor da guerra, não odiamos gays e não somos antifeministas.

Originalmente, o termo “evangélico” foi usado pela primeira vez por Lutero e os luteranos para se referir às igrejas que abandonaram o catolicismo para seguir o Evangelho. O termo abrange não só denominações antigas e centenárias, como a luterana, a metodista e outras, mas também novas denominações.

A preocupação dos evangélicos esquerdistas americanos é que pelo fato de que a vitória de Donald Trump aconteceu principalmente graças aos evangélicos a população em geral identifique todo evangélico como conservador e apoiador de Trump — embora nem sempre Trump respeite os evangélicos conservadores que o elegeram. Na data de 500 anos da Reforma protestante, Trump deu de ombros e preferiu celebrar o Dia da Bruxas.

Para Christopher Stroop, um ex-evangélico que agora critica as igrejas evangélicas, a eleição de Trump e as políticas implementadas após sua posse estão contribuindo para os evangélicos esquerdistas abandonarem o rótulo “evangélico.”

Por pressão dos evangélicos conservadores, Trump tem assumido posturas sobre o aborto e agenda gay que, em muitos pontos, contrariam as posições dos esquerdistas em geral e dos esquerdistas evangélicos em particular.

Com informações de O Globo.

Fonte: Julio Severo

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