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Líderes cristãos pedem a países árabes ação contra Estado Islâmico

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Líderes cristãos do Oriente Médio estão pressionando os governos muçulmanos e autoridades religiosas para que condenem o Estado Islâmico (EI) que tem espalhado terror no Iraque e na Síria..

A ideia é que os terroristas sejam impedidos de matar qualquer pessoa no Iraque ou na Síria

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por Leiliane Roberta Lopes

Líderes cristãos do Oriente Médio estão pressionando os governos muçulmanos e autoridades religiosas para que condenem o Estado Islâmico (EI) que tem espalhado terror no Iraque e na Síria.
Nesta terça-feira (16) uma coletiva de imprensa com alguns desses líderes cristãos foi organizada em Genebra (Suíça), para pedir uma atitude em defesa das minorias étnicas e religiosas que estão sendo massacradas pelo EI.
O patriarca Inácio III, da Igreja Sírio-Católica de Antioquia afirmou que os líderes dos países árabes e da Liga Árabe precisam fazer algo para controlar a situação. “A situação dos cristãos e outras minorias em meio aos massacres e atrocidades (do Estado Islâmico) é terrível e nosso futuro na região está em jogo”, disse.
“Estamos pedindo aos líderes religiosos dos países muçulmanos que emitam uma fatwa (édito religioso) contra a morte de qualquer ser humano, não apenas de outros muçulmanos”, disse o patriarca Sako I, da Igreja Católica da Caldeia.
Sako lembrou que no Iraque mais de 10 mil cristãos foram mortos pelos terroristas do EI e que outros 170 mil foram expulsos do norte do Iraque, precisando buscar refúgio em outras cidades e até países para não serem mortos.
Outros seis líderes cristãos, incluindo da Igreja Ortodoxa Grega, se uniram com os patriarcas para declarar que as ações do Estado Islâmico vão contra os direitos humanos, ameaçando a sociedade no Oriente Médio.
“Se não for fortemente condenado e efetivamente destruída, então esta ideologia vai danificar todo o sistema de direitos humanos”, disseram os líderes cristãos que clamam contra os terroristas.
“É preciso ter presença no solo, apenas bombardear não é a solução. Talvez essa presença devesse ser árabe. A Liga Árabe deveria se envolver. Esta é uma responsabilidade primária dos Estados Árabes”, disse o patriarca Sako.

Com informações Reuters.

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