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Qual será a nova causa americana?

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Patrick J. Buchanan

Depois que a Grande Pandemia passar e os Estados Unidos emergirem da Grande Depressão II, qual será a missão dos EUA no mundo?

Qual será a causa dos EUA?

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Os EUA já estiveram em tal momento decisivo antes.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos queriam voltar para sua pátria. Mas os EUA deixaram de lado sua construção nacional para enfrentar o desafio de um império stalinista malévolo dominante do rio Elba ao mar de Barents.

E depois de perseverarem por quatro décadas, os EUA venceram.

O que, então, os EUA fizeram com sua vitória histórica?

Os EUA alienaram a Rússia movendo sua aliança militar da OTAN para o Mar Báltico e o Mar Negro. Os EUA lançaram cruzadas e guerras sangrentas e dispendiosas pela democracia no Oriente Médio que, invariavelmente, fracassaram. Os EUA exportaram uma fatia enorme de sua capacidade de fabricação e independência econômica para uma China mimada.

Historicamente, erros de tal magnitude arruinaram grandes potências.

Mesmo antes do COVID-19, os americanos começaram a perceber a loucura de décadas de intervencionismo irracional por causa de questões irrelevantes para seus interesses vitais. “Insustentável” era a palavra comumente associada à política externa americana.

Mas se a política externa americana era insustentável durante o grande crescimento econômico do presidente Trump, com o desemprego em níveis recordes e um mercado em alta que rivalizava com a década vibrante de 1920, dá para uma política externa intervencionista ser sustentada depois das perdas dessa grande depressão que os EUA induziram para matar a pandemia ?

Se os democratas [socialistas] vencerem a eleição presidencial americana em novembro, conhecemos suas prioridades: assistência médica pública, impostos sobre carbono, políticas ambientalistas, fronteiras abertas, anistia, indenizações e redistribuição de riqueza para reduzir a desigualdade social e econômica — uma agenda que custa trilhões de dólares.

E os democratas olharão para o orçamento de defesa como um caixa dois para financiar essa nova era progressista.

Se os republicanos vencerem, dada a influência de belicistas e neoconservadores entre a elite do partido, o intervencionismo poderá ter outra chance no mundo inteiro, que eles veem apenas como quintal dos EUA.

Tendo sido expostos como inacreditavelmente ingênuos por sua indulgência com a China desde os dias Bush I até 2016, alguns republicanos estão tentando compensar seus pecados colocando a China no papel soviético na Segunda Guerra Fria.

Fala-se no Congresso dos EUA de se recusar a pagar os títulos dos EUA que o governo chinês detém e de processar a China pelos danos causados pelo coronavírus, já que a China não alertou o mundo de que o patógeno estava solto.

Os americanos precisam pensar muito antes de deixar de pagar a dívida do governo americano para com a China e considerar as consequências se abrirem uma porta para reivindicações contra nações soberanas por pecados passados.

O Iraque foi invadido em 2003 para forçá-lo a entregar armas ilícitas de destruição em massa que não possuía. O governo iraquiano poderia ter um argumento em tribunais internacionais contra os Estados Unidos pela guerra não provocada travada contra esse país.

Embora os EUA pareçam determinados a repatriar suas indústrias — especialmente a fabricação de produtos essenciais para a saúde, a segurança e a defesa de sua nação —, parece não haver disposição entre o público para uma guerra com a China.

Mas, novamente, com as guerras que foram como cruzadas democráticas agora repudiadas, qual é a causa dos EUA, qual é a missão dos EUA no mundo?

Prevenir as mudanças climáticas, dizem as elites esquerdistas dos EUA. No entanto, mesmo antes da pandemia, o aquecimento global ficava próximo do fundo das preocupações nacionais.

A situação em que os Estados Unidos se encontrarão depois que o vírus passar e a depressão se elevar será quase sem precedentes.

Os EUA terão as mesmas obrigações de tratados de entrar em guerra em nome de dezenas de nações da Europa e da Ásia e, ao mesmo tempo, estarem com déficits da ordem de US$ 3 trilhões por ano com uma base econômica reduzida.

Se Trump vencer, as fronteiras serão reforçadas. A retirada das tropas americanas do Oriente Médio continuará. As indústrias americanas no exterior começarão a ser repatriada. As instituições transnacionais serão rebaixadas, ignoradas e substituídas.

A palavra de ordem será o que tem sido ultimamente: “Em Primeiro Lugar, os EUA.”

Em uma segunda presidência de Trump, provavelmente haveria ainda menos preocupação sobre como outras nações se governam.

Importa para os EUA se a Rússia é liderada por um autocrata não muito diferente de um czar Romanov, que o nacionalismo hindu exerce domínio com violência na Índia ou que os húngaros rejeitaram as idéias de Earl Warren sobre democracia liberal?

Nas últimas décadas, a Assembléia Geral da ONU pareceu se assemelhar com a cena do bar em “Guerra nas Estrelas.” Mas o jeito como as outras nações escolhem se auto-governar é da conta dos EUA, se essas nações não ameaçam os americanos?

No século 19, quando os húngaros se levantaram contra o Império dos Habsburgo e procuraram a intervenção dos EUA, Henry Clay se opôs:

“É muito melhor para nós mesmos… e pela causa da liberdade… que mantenhamos nossa lâmpada acesa intensamente no continente americano, como uma luz para todas as nações, do que arriscar sua extinção total em meio às ruínas de repúblicas em queda ou caídas na Europa.”

Não apenas as preferências do presidente Trump, mas também os eventos parecem estar levando os EUA a esse destino.

Para pegar emprestado o título da obra clássica do historiador Walter A. McDougall, o futuro dos EUA é uma terra prometida, não um Estado que faz guerras e cruzadas.

Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.

Fonte: www.juliosevero.com

Divulgação: Eis-me Aqui!

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