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O que guardo de Olavo de Carvalho

O que guardo de Olavo de Carvalho
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Existem acontecimentos que temos a certeza de enfrentar em algum momento de nossas vidas. O mais desafiador – e igualmente certo – é a morte. Alguns tremem de medo, outros encaram como uma passagem para outra dimensão, e tem quem acredite na falta de sentido da morte – bem como da própria vida.

Olavo de Carvalho morreu. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, escreveria isso em alguma coluna minha. Igualmente certa seria a onda de êxtase provocada nos espíritos porcos que festejam a sua morte sem pudor algum.

O bueiro da maledicência fede. É difícil lidar com ele. Mas os abutres terão a mediocridade como destino merecido. Quero aproveitar o espaço para falar do indivíduo responsável pela mudança de inúmeras vidas – bem como a minha – e demonstrar ainda mais a sua grandeza. Olavo é gigante e não precisa do meu reconhecimento, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.

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Conheci o autor Olavo de Carvalho em 2016. Na época, eu era um garoto de 17 anos ávido por conhecer e tentar compreender o mundo em que vivia. Pelo acaso, tive contato com seus vídeos e logo comprei aquele que é o seu best-seller, ‘’O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota’’.

Quando comecei a ler, tive uma sensação dúbia: ao mesmo tempo que confirmava coisas já atestadas por mim, uma gama de possibilidades inteiramente nova estava diante dos meus olhos. Autores, referências, informações e ensinamentos jamais citados nesta mediocridade chamada Brasil pareciam coisa de outro planeta.

Aquele ano foi marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma, uma paulada da qual a esquerda brasileira nunca se recuperou totalmente. Eu comecei a acompanhar a política nacional pouco antes, e meu antipetismo foi o guia perfeito para desaguar na direita. Conhecer uma nova visão de mundo, diferente da hegemônica no meio geral, foi o catalisador para ir além da simples disputa política do dia.

Foi nesse contexto que Olavo de Carvalho virou minha referência.

Enveredei pela sua obra, adquiri muito conhecimento, mas estou longe de ser um intelectual no sentido preciso da palavra. Ainda assim, permanece em mim a vontade de conhecer, de buscar a verdade e viver a minha vocação existencial. Como disse Aristóteles, é natural no ser humano o desejo de conhecer. É isso que o professor Olavo despertou em mim, e tenho certeza absoluta que não há maneira melhor de honrar a sua memória.

Sozinho, sem subsídio de qualquer natureza e provido apenas do seu intelecto – o que no caso mais o que basta –, Olavo foi o responsável pelo renascimento da alta cultura no Brasil. Ela ainda não é vasta o suficiente para os resultados práticos aparecerem, mas as gerações futuras certamente aproveitarão os frutos da sua atividade intelectual.

Através da sua filosofia, dos seus livros e da sua atividade jornalística, Olavo não pariu uma corrente política ou um projeto de tal natureza: ele criou as condições para os brasileiros encontrarem o caminho da verdade e do conhecimento. Isso é mais vasto que qualquer plataforma eleitoral.

Seus detratores têm motivos de sobra para odiá-lo. Não fosse por ele, o povo brasileiro continua mergulhado na total ignorância, e os empecilhos criados aos esquemas criminosos de poder jamais surgiriam. A direita brasileira renasceu das cinzas, elegeu um presidente da República e começou a produzir coisas interessantes no campo intelectual. Sem Olavo isso seria impossível.

Como vencer um homem cuja capacidade está tão acima que nunca houve preparo para o seu surgimento? A esquerda ficou mal acostumada a falar sozinha após estabelecer a hegemonia gramsciana no país – processo descrito em ‘’A Nova Era e a Revolução Cultural’’, do próprio Olavo. Debater com um homem dessa envergadura era impensável.

Milton Temer, ícone da esquerda psolista, sentenciou enfaticamente: o Olavo não é para ser comentado. Seus colegas tentaram destruir o incômodo adversário após a publicação de ‘’O Imbecil Coletivo’’. Pensaram em acabar com a sua raça. O resultado foi o que todo mundo conhece: foram devidamente humilhados a ponto de tremerem ao ouvirem o seu nome.

Querendo evitar que seus colegas passassem a mesma vergonha, fizeram o possível para colocá-lo no esquecimento, com a garantia de jamais ter de enfrentar aquilo novamente. Quando viram o insucesso da estratégia, partiram para a difamação cínica. Daí vem os adjetivos desabonadores reverberados pelo mainstream contra o professor Olavo.

O motivo para tanto ódio é precisamente este: a incapacidade de lutar intelectualmente contra Olavo. Sua obra está disponível, seu legado não será apagado e ambos chegarão aos futuros estudiosos. Não há nada que a esquerda possa fazer para interromper isso. As supremas perseguições podem até retardar o processo, mas não o evitará. É enxugar gelo.

Eu continuarei a estudar sua obra e divulgá-la. Não para tentar obter o rótulo indigno de sucessor, mas para continuar o trabalho começado por ele. Além disso, minha gratidão a Olavo de Carvalho é tão grande quanto o seu impacto na minha vida. Faço por vontade própria, mas também por um imperativo moral.

José Bonifácio, ao comentar a morte de Dom Pedro I, disse que ele não morreu, pois apenas os homens ordinários morrem, heróis não. Com Olavo de Carvalho não tem como ser diferente. Para alegria dos admiradores e ódio dos detratores, Olavo não morreu. É essa certeza que me alivia a dor da sua partida.

Que Deus abençoe e receba o nosso querido Olavo de Carvalho.

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Fonte: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/36266/o-que-guardo-de-olavo-de-carvalho

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