Perguntas sobre o Espírito Santo

Dons Espirituais Cap. 11 A recompensa

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Ronald Watterson   

Cap. 11 — A Recompensa

Há ainda um outro aspecto dos dons que precisamos abordar. Refiro-me à recompensa que Deus dará àqueles que usarem fielmente os seus dons.

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Já notamos, num capítulo anterior, que Deus concedeu dons visando o aperfeiçoamento do corpo de Cristo. Ele queria, por meio destes dons, preparar cada cristão para um trabalho específico, que formaria parte integrante dos propósitos de Deus. Cada cristão, portanto, tem o privilégio e a capacidade de participar ativamente na realização dos propósitos de Deus.

Isto traz muitos benefícios à igreja. Ela se edifica, pela cooperação de cada membro (Ef 4:16). E cada membro, individualmente, pela sua própria participação neste trabalho é também edificado.

Mas, há algo mais ainda! O uso fiel destes dons trará também para nós uma recompensa futura e eterna.

A graça do nosso Deus é indizível! Foi Ele quem nos deu a vida, bem como todos os talentos naturais que temos. Além disto Ele nos deu, gratuitamente, a salvação, e ainda nos concedeu, de graça, dons espirituais, capacitando-nos para o Seu serviço. No uso destes dons, temos o gozo e a honra de sermos cooperadores de Deus. Mas a Sua graça vai além disso! Ele ainda nos oferece recompensas futuras e eternas — recompensas pelo uso daquilo que Ele mesmo nos deu, e da qual fazemos uso com a força que vem dEle, e pela sabedoria que Ele concede.

A recompensa, porém, será dada estritamente de acordo com o nosso mérito. Há várias passagens no NT que falam deste galardão, como, por exemplo, a seguinte citação da carta aos Coríntios:

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (I Co 3:10-15).

Nestas palavras aprendemos que o nosso trabalho será examinado; teremos de prestar contas ao nosso Senhor. Não há como fugir desta realidade. Da mesma maneira que, nas parábolas dos talentos e das minas, o senhor chamou seus servos e pediu contas do seu serviço (Mt 25:14-30 e Lc 19:11-27), assim o nosso Senhor nos chamará à Sua presença e pedirá contas do nosso serviço.

Escrevendo aos romanos, Paulo mencionou este fato: “Cada um de nós (isto é, cada pessoa salva) dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12). Mais tarde, escrevendo aos coríntios, Paulo tornou a abordar este assunto, e entrou em mais detalhes, dizendo: “Todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (II Co 5:10)

Quando será isto?

Deus deixou claro que isto vai acontecer na vinda do Senhor Jesus. Escrevendo aos coríntios, Paulo disse: “Nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um (isto é, cada servo Seu) receberá de Deus o louvor” (I Co 4:5). Referindo-se à mesma prova do nosso trabalho, Paulo uma vez exclamou: “Qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (I Ts 2:19).

Será na Sua vinda, portanto, que Ele chamará os Seus servos e examinará o trabalho que tiverem feito.

Resultado

O que mais me impressiona em I Co 3:9-15 é o fato que nem todo o trabalho será recompensado.

Todos sabem, e concordam, que aquele que nada faz nada receberá. Galardão tem que ser merecido, senão não seria galardão; seria dom gratuito. Muitos cristãos, porém, ignoram o seguinte fato solene: é possível trabalhar, e trabalhar muito, sem receber recompensa alguma! Digo mais: é possível trabalhar, edificando sobre o fundamento certo, e ainda, em vez de galardão, sofrer dano!

Examine bem estes versículos, e verá que não tratam daquele que nada faz. Tratam de trabalho feito sobre o fundamento certo. Lemos que este fundamento único é o Senhor Jesus Cristo (v. 11). No versículo seguinte lemos: “se alguém, sobre este fundamento, formar um edifício …” (I Co 3:12). Note que está se tratando de serviço feito sobre o fundamento certo. Mesmo assim, há dois resultados possíveis:

A obra pode permanecer (v. 14);

A obra pode ser queimada (v. 15).

Aquele cujo trabalho permanecer terá recompensa; aquele cujo trabalho for queimado, sofrerá detrimento. Todos eles trabalharam. Não diz qual esforçou-se mais; mas diz que quando as obras forem avaliadas, um será aprovado, enquanto o outro será reprovado.

Este aviso não pode ser negligenciado. Temos que trabalhar, usando os dons que o Senhor nos concedeu. Ele nos deu estes dons gratuitamente, visando o aperfeiçoamento do corpo de Cristo, e um dia irá pedir contas; trabalhemos, então, com zelo e diligência.

Porém, há algo mais. Não é só trabalhar; é trabalhar conforme o Senhor quer, senão o trabalho será reprovado e teremos perdido todo o nosso esforço, apesar dos bons motivos que nos levaram a tanto sacrifício.

Se um construtor receber instruções para fazer uma casa conforme uma determinada planta, e ele, por conta própria, ou seguindo as sugestões de outros construtores, fizer uma construção que não esteja de acordo com aquela planta, o seu trabalho será reprovado. O que ele levantou com tanto esforço e suor terá de ser desmanchado. Assim é no nosso caso. Se nós usamos os dons que o Senhor nos deu de acordo com as instruções que Ele deixou, o trabalho será aprovado, pois é assim que Ele quer que trabalhemos. Se modificarmos as instruções, podemos trabalhar muito, mas naquele dia seremos reprovados.

Falando do uso de dons espirituais, Paulo disse: “Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (I Co 12:5). O Senhor controla o uso destes dons, e deixou as instruções na Sua Palavra.

Devemos trabalhar, irmãos; mas devemos, cuidadosamente, examinar cada atividade em que participamos, para ver se tem a aprovação da Palavra de Deus. Pode ser um trabalho reconhecido, ou organizado, pela sua igreja local, mas se não tiver a aprovação da Palavra de Deus, você não deve participar naquilo, porque tal obra será reprovada.

À vista de tudo isto, não é de admirar que Paulo disse: “Veja cada um como edifica” (I Co 3:10).

As recompensas

A Bíblia não nos fornece detalhes a respeito destas recompensas, mas podemos ter certeza que serão dignas do nosso generoso Deus. Além disso, serão tais que trarão honra e glória, não a nós, mas Àquele que nos salvou e nos capacitou.

João teve uma visão vinda do céu enquanto esteve na ilha de Patmos, e entre outras coisas, viu os vinte e quatro anciãos prostrando-se diante do trono, e adorando Aquele que vive para todo o sempre. Nesta adoração, eles “lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra e poder” (Ap 4:10-11). A palavra traduzida “coroas” não é a palavra que indica uma coroa real, e sim, a que indica uma coroa de vencedor — um prêmio adquirido com mérito. Portanto, o que estes vinte e quatro anciãos lançavam diante do trono foi aquilo que eles haviam recebido pelo seu esforço e mérito. E como seria bom, meu irmão, minha irmã, se nós tivéssemos algum galardão naquele dia, não para nos gloriarmos com ele, mas para o lançarmos aos pés dAquele que nos amou e nos salvou!

R. E. Watterson

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