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Os três mandatos do Cristão

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Após ser confrontado pelas palavras de Deus ou por pregações pautadas na exegese rigorosa, é bem possível que você pense: qual é o meu dever para com Deus e meu próximo? É sobre isso que vamos falar neste artigo!

Por que fomos criados?

Em Isaías 43:7, lemos que o propósito  principal da criação é glorificar a Deus.

“Quando você magnifica, amplia com um telescópio, você faz uma coisa inimaginavelmente grande parecer o que na verdade é. (…) Deus nos criou para isso: para vivermos de um modo tal que o faça parecer mais com a grandeza e beleza e valor infinito que ele realmente é”. (John Piper).

Para que isso fosse possível, Ele criou alguns canais que chamamos de relacionamento. Por meio deles, somos desafiados a ser semelhantes ao criador, atendendo às expectativas e responsabilidades que Ele nos deu. No livro, O Discípulo Radical, de John Stott, lemos que “Deus estabeleceu três tipos fundamentais de relacionamento: primeiro com ele mesmo, pois ele fez o homem à sua própria imagem; segundo entre si, pois a raça humana é plural desde o princípio; e terceiro para com a boa terra e as criaturas sobre as quais ele os estabeleceu.” 

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A queda do homem, entretanto, trouxe desvios na missão da preservação em todas as esferas. Dessa forma, devemos ser restauradores através dos três mandatos que veremos a seguir.

Mandato Espiritual

O primeiro mandato do cristão é o relacionamento (obediência e comunhão) com Deus. Em Gênesis 2:1-4, lemos que Deus estabeleceu o dia do descanso –  um encontro periódico com o ser humano, para ambos desfrutarem da companhia do outro. O relacionamento pessoal e íntimo com o Criador é uma forma verdadeira de glorificá-lo e de reconhecer seu senhorio sobre as nossas vidas.

O teólogo João Ricardo Ferreira explica que “este mandato pactual implica numa vida de obediência e adoração a Deus de forma inegociável. O homem foi criado para glorificar a Deus e se deleitar nele e isto é feito mediante a obediência irrestrita à Palavra de Deus bem como em celebração litúrgica a Deus.”  Isso significa, em termos práticos, leitura bíblica, devocional, oração e momentos de louvor e cânticos. É bem verdade que, atualmente, focamos primariamente neste mandato, negligenciando os demais. A igreja contemporânea tende a secularizar as esferas sociais e culturais, deixando-as de lado.

Mandato Social

O segundo mandato diz respeito aos relacionamentos sociais entre os indivíduos. O embasamento bíblico está em Gênesis 2:21-24. O criador não deseja que o homem permaneça isolado, vivendo em solidão. Por isso Ele cria a mulher, para ser sua auxiliadora. O companheirismo é algo que agrada a Deus. Mais que isso, o compadecimento do nosso eu pela causa do outro é algo que Deus espera de nós.

Algumas dessas causas, inclusive, são destacadas na bíblia como a das viúvas, dos pobres, dos órfãos e dos adoecidos. Se adaptarmos para a nossa linguagem, essas causas não seriam relacionadas aos direitos humanos, por exemplo? Afinal, o viver em sociedade – organizada e estruturada –  é uma forma de glorificar a Deus. Para isso é preciso lutar; é preciso demonstrar amor político.

“Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” Tiago 2:8-10.

O cristão é chamado, portanto, para fazer parte ativamente da sociedade em que ele vive. Ele não deve se isolar, temendo a contaminação de suas “puras” vestes e, tão pouco, deixar que o problema do outro seja apenas do outro. A pobreza, o racismo, os assassinatos em massa no Brasil, a falta de educação, o trabalho infantil, o feminicídio, o atropelamento dos direitos humanos são problemas nossos e da igreja brasileira. Não se esquive.

Mandato Cultural

O terceiro mandato do cristão está relacionado às interações culturais. O texto de Gênesis 1:28 diz: “Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”.

Em uma breve análise, “sede fecundos, multiplicai-vos”- “significa desenvolver o mundo social: formar famílias, igrejas, escolas, cidades, governos, leis. A segunda frase – enchei a terra e sujeitai-a – significa subordinar o mundo natural: fazer colheitas, construir pontes, projetar computadores, compor músicas”. E se faz necessário insistir que a passagem em foco é “chamada de o mandato cultural, porque nos fala que nosso propósito original era criar culturas, construir civilizações” (João Ricardo Ferreira).

Devemos nos relacionar com a esfera cultural em que estamos inseridos. Não devemos matar a cultura que nos rodeia, tentando inserir o “crentês” em tudo. Pelo contrário, devemos glorificar a Deus através das nossas interações com a cultura e também do meio ambiente.

“As afirmações de que ‘ao Senhor pertence a terra’ e ‘a terra deu-a eles aos filhos do homem’ se complementam não se contradizem. Pois a terra pertence a Deus por causa da criação e a nós por causa da delegação. Não significa que ao delegá-la a nós, Ele abdicou de seus direitos sobre ela. Deus nos deu a responsabilidade de preservar e desenvolver a terra em seu favor.”  John Stott, O Discípulo Radical

Portanto, admire obras de arte, vá aos concertos de música, colecione momentos com as pessoas que você ama e respeite o meio ambiente.

Conclusão

O evangelho é a resposta para os problemas atuais. A partir da obediência e pratica dos mantatos, Deus será glorificado em cada esfera.

“Deus criou-me – e criou você – para viver com uma paixão única que a tudo abarca, que a tudo transforma – a saber, uma paixão por glorificar a Deus por meio do deleitar-se nele e demonstrar sua suprema excelência em todas as esferas da vida. (…) É tudo para sua glória. É por isso que a Bíblia entra nos detalhes de comer e beber (1 Co. 10: 31)” John Piper

Fonte: Eis-me Aqui

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