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A instrumentação

Para decidir a melhor formação musical para o seu evento, é importante entender a função de cada instrumento num arranjo, além de atender aos sonhos e gostos pessoais do anfitrião. Uma música é como um organismo que precisa de elementos responsáveis por cada função. Sem algum destes, até pode ser apresentada numa intenção cênica, mas precisa de todos os seus elementos para funcionar plenamente.

Considerando que toda música tem em sua essência elementos de melodia, harmonia e ritmo, há instrumentos relacionados a cada uma dessas funções. A “base” da música, que é a harmonia (acordes) e a condução rítmica, é realizada por instrumentos harmônicos – o piano, o violão, a harpa, o órgão e o cravo. Já a identidade da música, é apresentada pela melodia. Se instrumental, esta pode ser realizada pelos instrumentos harmônicos citados acima e/ou por instrumentos melódicos, que são os solistas das apresentações. Neste segmento figuram os instrumentos de sopro (flauta, clarinete, trompetes, saxofone, etc.) e os de corda (violino, violoncelo, viola e contrabaixo). Outra possibilidade é a música ser cantada com letra ou vocalizada (cantada com ó, por exemplo).

Os instrumentos harmônicos são instrumentos completos porque podem conduzir a melodia, a harmonia e o ritmo. Eles são autônomos na realização dos arranjos, em todos os seus elementos e por isso podem se apresentar sozinhos. É o caso de apresentações apenas ao piano ou ao violão. Uma orquestra, coral e conjuntos, como um quarteto ou uma banda, também formam um instrumento completo para apresentar a música plenamente.

Já os instrumentos melódicos precisam estar sempre acompanhados de um harmônico ou estarem inseridos em um grupo. É o caso do violino e piano, ou da flauta e violão. Caso contrário, apenas a melodia da música será apresentada, como nos solos de saxofone. Muito bonito como efeito, mas não sustenta uma apresentação.

Ademais da escolha dos timbres, importante é selecionar músicos com formação e qualidade musical para realizar a apresentação com beleza e emoção, além de profissionalismo. Valem os mesmo cuidados na contratação de qualquer profissional: referências, contrato e infra-estrutura.

A escolha da instrumentação está associada à “cara” do seu evento. Cabe ao anfitrião definir que estilo e conceito seu evento vai transmitir: se deseja algo mais grandioso ou fino e discreto, se quer inovar ou ser tradicional, se quer economizar ou pagar o necessário. Em casamentos, por exemplo, é muito comum a presença de violinos e anúncio de trompete. Agora imagine se a Marcha Nupcial fosse anunciada por uma flauta e piano, ou se a Ave Maria fosse solada por um clarinete, acompanhada ao violão dedilhado? São informações novas para o ouvinte que certamente marcará com exclusividade seu casamento. Mas há também o caso de noivas de só se sentem casando se ouvirem a fanfarra de trompetes.

De qualquer forma, qualquer apresentação ao vivo é sempre muito mais fina e emocionante do que a reprodução de qualquer CD, por mais importante que seja a orquestra que o gravou. A simples presença dos instrumentos (ainda mais um piano de cauda!) já proporciona um clima diferente. Ver a música sendo produzida naquele exato instante é pura mágica!

Há outros pontos importantes no assunto “Música para eventos”, como a escolha do repertório e a sonorização. Mas isso será tema de outra conversa.