Mulheres

O que a Bíblia fala sobre a mulher liderando um país? Pastor comenta

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Muitos cristãos ficam em dúvida sobre o papel da mulher na política diante das recomendações bíblicas sobre ser submissa ao homem

por Leiliane Roberta Lopes

O reverendo presbiteriano Solano Portela foi questionado se é biblicamente aceitável que uma mulher lidere em um cargo governamental como prefeita, governadora ou presidente.
Na resposta o pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro comenta que em sua visão a Bíblia recomenda que o homem esteja acima da mulher apenas no governo do lar e da igreja.
“Em minha opinião, há uma diferença entre se considerar, ou eleger, uma mulher para um cargo civil e uma mulher para um cargo eclesiástico”, escreveu no blog “O Tempora! O Mores” que ele assina ao lado de outros dois reverendos: Mauro Meister e Augustus Nicodemus Lopes.
Portela citou alguns trechos da Bíblia onde encontramos a base para a liderança masculina dentro da igreja e da família como em 1 Pedro 3.7 onde o homem é indicado a proteger a mulher que é a “parte mais frágil”.
“No lar, a mulher tem o papel diferente e nobre de auxiliá-lo no na criação dos filhos e na organização da casa e da vida”, ensinou o reverendo citando Provérbios 31.
Ainda falando sobre a liderança no lar, o pastor deixa claro que o homem não deve ser autoritário. “Se ele confunde liderança com pressão, autoritarismo, falta de consideração, ausência de benevolência e amor, está em pecado e precisa se arrepender e aprender na Palavra de Deus qual o seu papel e qual a postura que agrada a Deus (Efésios 5.25).”
Assim como no lar, os homens também são orientados pela Bíblia a serem líderes na igreja. “Essas duas esferas (lar e igreja) são entrelaçadas, quando Paulo ensina que o campo de provas para que homens sejam colocados como autoridades eclesiásticas, é exatamente a postura de liderança que têm no lar (o texto de 1 Timóteo 3.5 diz: ‘se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?’)”, afirma.
O ensinamento é que as mulheres auxiliem na administração da igreja, mas nunca colocadas como anciãos, presbíteros e diáconos que são cargos para homens, segundo o entendimento da Igreja Presbiteriana do Brasil.
“Quaisquer outros argumentos que subvertam essa ordem de liderança, e muitos evangélicos os abraçam, apelam à sociologia, ao ‘desenvolvimento’ do pensar, ou a outras razões; mas se formos à Bíblia é essa diretriz que encontraremos.”
Na política não há regras bíblicas que condenem a liderança de uma mulher, muito pelo contrário. Solano Portela citou a história de Débora que liderou o povo de Israel. “No entanto, é bom que fique claro que quando as mulheres assumem papel forte na liderança, isso ocorre para a vergonha dos homens. Demonstra uma falta de líderes no meio do povo”, pontua.
O livro de Juízes, mais precisamente no capítulo 4, Débora diz que o trabalho de liderança não era dela, mas de Baraque que estaria se isentando da responsabilidade.
Diante da explicação, Solano Portela diz que não vê como pecado votar em uma mulher para o cargo político, tão pouco acredita que tal mulher será condenada por Deus.
“Com essas palavras, não estou endossando ninguém como candidata ideal. Expresso, apenas, o meu entendimento bíblico, em uma conjuntura (2014) que temos como concorrentes principais ao posto maior do nosso governo – à presidência da república – duas mulheres e um homem, suscitando dúvidas quanto qual deve ser a postura dos evangélicos que procuram pautar suas convicções e ações pelas diretrizes da Palavra de Deus.”

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