Estudos Bíblicos

Pela fé que foi entregue aos santos

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No versículo 3 de sua epístola, Judas alerta a igreja do perigo que esta corre diante de um mundo de lobos vorazes. O autor Bíblico exorta veementemente a igreja para que entre no campo de batalha e lute pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos..

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                                                          Por Rev. Dorisvan Cunha

Uma das maiores necessidades da igreja de nossos dias é batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

No versículo 3 de sua epístola, Judas alerta a igreja do perigo que esta corre diante de um mundo de lobos vorazes. O autor Bíblico exorta veementemente a igreja para que entre no campo de batalha e lute pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Qual a nossa missão perante o conteúdo do Evangelho?

É o que o Pr. Dorisvan mostrará neste vídeo. Assista:

Transcrição:

Uma das maiores necessidades da igreja de nossos dias é batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

No versículo 3 de sua epístola, Judas alerta a igreja do perigo que corre diante de um mundo de falsos mestres e de lobos vorazes. Por esta razão o autor bíblico exorta veementemente a igreja para que entre no campo de batalha e lute pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

Mas, a pergunta que logo nos vem à mente é: o que seria essa fé que foi entregue aos santos e porque deveríamos batalhar por ela?

Para início de conversa, é importante notar que a palavra fé aqui em Judas não significa simplesmente um sentimento subjetivo de confiança em Cristo. Judas está usando esse termo para se referir ao corpo de doutrinas ensinadas pelos apóstolos. A fé que foi entregue aos santos, portanto, significa o arcabouço doutrinário que Deus entregou à sua igreja por meio dos apóstolos e dos profetas. Este é o chamado “fundamento dos apóstolos”.

O apóstolo Paulo afirma que a igreja do Senhor está “edificada sobre este fundamento” (Ef 2.20), e ninguém pode “lançar outro fundamento, além do que já foi posto, o qual é Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 3.10-11).

Agora, vale dizer que este Evangelho ensinado pelos apóstolos não foi produto da arte e imaginação humana. Paulo diz: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.” (Gl 1.11-12).

Deus mesmo revelou o evangelho aos apóstolos. Então, o que Paulo está dizendo é: eu preguei o evangelho, mas eu não inventei o evangelho. Foi-me dado por revelação de Jesus Cristo.

Deus revelou sua vontade aos profetas e apóstolos, e estes, por inspiração do Espírito Santo, registraram com fidelidade, aquilo que receberam da parte de Deus. Sendo assim, “toda Escritura é inspirada por Deus…” (2 Tm 3.16), pois “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”

Sendo assim, a fonte da autoridade suprema da Igreja, não está na igreja, não está no indivíduo, não está nos papas católicos romanos ou nos líderes neopentecostais: a fonte da autoridade suprema está em Cristo Jesus e no que a Bíblia testifica a Seu respeito. Esta é a verdade do evangelho.

Agora, o que devemos saber como Igreja do Senhor é que, pelo fato de ter sido dado por Deus, o conteúdo do Evangelho não pode ser falsificado. É por esta razão que o apóstolo Paulo diz a Timóteo: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste…guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (2 Timóteo 1. 13 e 14).

Veja que Paulo chama o Evangelho Apostólico de um padrão de sãs palavras. Isso significa que O evangelho é o ensino correto, a sã doutrina, a ortodoxia. Essa doutrina precisa ser mantida, precisa ser preservada. Então, cabe à igreja do Senhor se colocar em guarda e defender este precioso tesouro.

Obviamente, hoje, no século 21 nós não temos mais apóstolos. No entanto, mesmo não tendo apóstolos hoje, nós temos a tradição apostólica, a verdade do Evangelho que se encontra na Palavra de Deus.

Pense comigo: todos sabemos que a vida de Jesus durou pouco mais de trinta anos e nós não estávamos lá para ver o que aconteceu. Então, como, os fatos sobre Cristo poderiam beneficiar as gerações vindouras e não se perder nas névoas da antiguidade?

A resposta encontra-se nos apóstolos. Eles foram escolhidos por Deus e capacitados para registrar e explicar o que Deus fez e o que Deus disse através de Jesus Cristo. Somente assim as outras pessoas poderiam ter acesso à obra consumada de Cristo. Sendo assim, o único Cristo verdadeiro é o Cristo da Bíblia por que este é o único relato autorizado da parte de Deus.

E nossa missão perante esta verdade é árdua: Temos o dever de repassar esta mensagem intacta a geração seguinte.

Certamente, essa não é uma tarefa fácil. Lá fora há hereges querendo corromper o tesouro do evangelho. Paulo disse que de dentro da própria igreja se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles (Atos 20).

Trata-se, portanto, de uma batalha muito séria. Tal conteúdo não pode ser danificado. Por esta razão Paulo exorta às Igrejas da Galácia dizendo que “ainda que nós (os apóstolos) ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gal 1.8).

Ninguém pode ir além daquilo que os Apóstolos nos legaram e que se encontra na Palavra da Verdade do Evangelho.

Veja que para Paulo a autoridade do verdadeiro evangelho é tão grande que não só as autoridades humanas e apostólicas estão sujeitas a ele: até mesmo os anjos devem se render a Fé que Foi entregue aos santos. Nas palavras de Martinho Lutero, “Paulo preferia ver um anjo caindo em desgraça do que ver o conteúdo do evangelho corrompido.”

Sendo assim, mesmo se um anjo bom descer do céu e pregar outro evangelho, não é correto acreditar nele. E sabe por quê? Porque os artigos da fé não mudam: Deus os revelou, eles foram escriturados e agora permanecem inalterados para sempre. O conteúdo do evangelho já está completo. O cânon está concluído. Por esta razão, a norma e o critério pelo qual todos os sistemas e opiniões humanas devem ser testados, é o Antigo evangelho dos apóstolos de Nosso Senhor. Qualquer “outro” sistema “que vá além” ou que “seja diferente” desse padrão deve ser rejeitado e reputado como falso.

Aqui caem seitas como os adventistas do Sétimo dia que têm os Escritos de Ellen White em pé de igualdade com a Palavra dos apóstolos. Aqui caem os Mórmons que carregam o outro testamento de Jesus Cristo. Aqui caem as testemunhas de Jeová que falsificaram a tradução da Bíblia Sagrada. Aqui cai a Igreja Católica Romana que tem a tradição da igreja como fonte autorizada da parte de Deus. Enfim, aqui caem todos os falsos apóstolos, paipóstolos, patriarcas ou qualquer outro líder carismático que reivindique novas revelações do Espírito Santo em nossos dias. Todos estes devem ser reputados como falsos.

Nós não podemos esquecer que o conteúdo da Fé Apostólica foi preservado à custa do sangue de milhares de mártires. Agora, nesse exato momento, a fé cristã encontra oposição por toda parte: a Bíblia é ridicularizada nos campos universitários. A apostasia nas igrejas históricas é crescente e assustadora. Muitos de nossa geração estão abandonando a fé de nossos antepassados. E o pior: muitos dos lobos que pervertem a fé apostólica são indivíduos que se declaram crentes e são líderes de igreja.

Mas, sabe, não podemos temer nesta hora tão dramática! Devemos crer que Deus nunca permitirá que a luz do evangelho apostólico se apague em difinitivo. E foi para isso que ele nos convocou: para batalharmos pela fé e para participarmos dos sofrimentos, a favor do Evangelho de Jesus Cristo (2 Tm 1.8).

Paulo nos alertou que os homens desses últimos dias não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos… “e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (vs. 3-4). Mas, diante de um cenário como este ele diz a Tímoteo: Prega a Palavra.

Os apóstolos e os reformadores se mostraram dispostos a morrer por esta Verdade. Nós precisamos obter este mesmo sentimento e lutar com todas as forças pela preservação desta Fé que nos foi outorgada.

E a igreja do Senhor precisa lembrar que o dever de batalhar pela fé não pertence exclusivamente aos pastores e aos presbíteros. Batalhar pela fé é o dever de todo crente verdadeiro. E se hoje não entendermos isso e se não formos fiéis a palavra da verdade, todas as gerações futuras serão contaminadas e prejudicadas por nossa covardia em relação ao evangelho.

Portanto, ouçamos a exortação de Chales Spurgeon que diz: “nós que recebemos o evangelho da mão dos mártires não ousamos tratá-lo como ninharia, e jamais nos assentemos ao lado de traidores que o negam…” e que o Senhor graciosamente purifique sua igreja de toda doutrina falsa, de todos os falsos pregadores e de todos os que são traidores no arraial de Cristo!

E que nós, herdeiros dos santos mártires, não negociemos o conteúdo do evangelho apostólico, mesmo que isso implique na destruição de nossa vida aqui na terra.

Avante, jovens de Cristo! Nós estamos do lado da Verdade.

Fonte: Bereianos

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