Estudos Bíblicos

O que é califado 1/4

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O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que a partir de agora se chama Estado Islâmico (EI), pediu a todos os muçulmanos que jurem lealdade a seu chefe, proclamado califa, o que representa uma ameaça para o papel da Al-Qaeda na causa jihadista mundial..

O que é um califado 1/4 

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Entenda o que é um califado

Jihadistas sunitas proclamaram criação de um califado entre Iraque e Síria.

Termo significa sucessão em árabe, como um novo sistema de governo.

Os jihadistas sunitas que proclamaram a criação de um califado nas zonas conquistadas do Iraque e Síria se apresentam como herdeiros de um regime que existiu da época do profeta Maomé até um século atrás.

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que a partir de agora se chama Estado Islâmico (EI), pediu a todos os muçulmanos que jurem lealdade a seu chefe, proclamado califa, o que representa uma ameaça para o papel da Al-Qaeda na causa jihadista mundial.

O que é um califado?
Depois da morte do profeta Maomé, em 632, seus seguidores concordaram com a criação do califado, que significa sucessão em árabe, como um novo sistema de governo.
O califa é literalmente o sucessor do profeta como chefe da nação e líder da ‘umma’, comunidade de muçulmanos, e tem o poder de aplicar a lei islâmica (sharia) na terra do Islã.
Uma eleição em duas etapas escolheu o primeiro califa: os representantes das comunidades muçulmanas o designaram antes que seu nome fosse proposto ao povo para que lhe jurasse lealdade.
No entanto, desde o primeiro dia, existe uma disputa entre os muçulmanos sobre o conceito de califado, que se mantém principalmente como um sistema sunita. Os xiitas acham que o primo e genro de Maomé, Ali Ibn Abi Talib, e seus descendentes têm o direito divino de dirigir os muçulmanos depois da morte do profeta.
Os sucessivos califas expandiram o império islâmico do oeste até a atual Arábia Saudita.

A expansão do território do Islã sempre representou uma parte do papel do califado. Por exemplo, em seu apogeu, o Império Otomano abarcava o Oriente Médio e o norte da África, o Cáucaso e partes do leste da Europa.
Quanto tempo esteve vigente o califado?
Para os muçulmanos mais fervorosos, o califado durou até sua abolição na Turquia como consequência do desaparecimento do Império Otomano depois da Primeira Guerra Mundial.
No entanto, acredita-se que o califado tenha durado apenas três décadas, durante o governo dos primeiros quatro sucessores de Maomé, conhecido como os Quatro Califas Bem Guiados ou os Quatro Califas Ortodoxos.
Posteriormente, várias dinastias lutaram pelo poder e governaram os territórios do vasto império, como os Omíadas em Damasco (661-750), os Abássida em Bagdá (750-1258), os Omíadas em Córdoba (929-1031) e os Otomanos na Turquia (1453-1924).
Apesar de os dirigentes destas dinastias adotarem o título de califa, os processos de sucessão foram essencialmente hereditários.
Em março de 1924, o presidente turco, Mustafa Kemal Atatürk, aboliu constitucionalmente a instituição do califado.
Existem movimentos partidários de reviver o califado?
O Islã político defende a sharia como um sistema de vida, incluindo a política.
O fundador da Irmandade Muçulmana, Hassan al Bana, considerava o califado um símbolo da unidade islâmica e seu restabelecimento era o objetivo da organização, apesar de afirmar que o califado deveria ser precedido por um acordo de cooperação entre os estados muçulmanos.
O Hizb ut Tahrir (Partido da Libertação) é um grupo pan-islâmico criado em 1953, que defende a unificação dos países muçulmanos sob um califado.
Al-Qaeda queria estabelecer um califado?
“O grande sonho da Al-Qaeda era a criação de um Estado Islâmico desde os atentados de 11 de setembro”, segundo Mustafá al Ani, do Gulf Research Centre.
Para os jihadistas, o anúncio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) é apenas “o núcleo do califado, que se expandirá com a queda de outros estados”, explicou.
Os talibãs instalaram em 1996, no Afeganistão, um emirado islâmico, que dirigiu o país até sua queda, depois da intervenção dos Estados Unidos em 2001.
O califado tem futuro?
Um estado islâmico poderá subsistir na atual conjuntura ‘caracterizado pela fragilidade do poder em Bagdá e na ausência de uma intervenção estrangeira’, afirma Ani.
Para manter-se, o califa deve “acabar com outros grupos islamitas que não sejam leais, castigar qualquer tentativa de insurreição popular, reforçar capacidades defensivas e generalizar os tribunais islâmicos”, concluiu

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Quem é o ‘califa’ do grupo 2/4

Saiba quem é Abu Bakr al-Bagdadi, nomeado ‘califa’ pelo Estado Islâmico
Estado Islâmico (EI) anunciou ‘califado islâmico’.
Para grupo, Bagdadi é ‘chefe dos muçulmanos em todo o mundo’.

Abu Bakr al-Bagdadi, o misterioso líder do Estado Islâmico (EI) designado “califa de todos os muçulmanos” no dia 29 de junho por seu grupo, distancia-se cada vez mais da Al-Qaeda e pode, em breve, se tornar o jihadista mais influente do mundo.

 Foto divulgada pelo Ministério do Interior do Iraque supostamente mostra Abu Bakr al-Bagdadi, líder do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL)  (Foto: AP Photo/Iraqi Interior Ministry, File)
O Estado Islâmico anunciou a criação de um califado em amplas regiões conquistadas no Iraque e na Síria, em uma tentativa de restabelecer um regime político islâmico abolido há quase um século.
O grupo, já poderoso na Síria, faz, desde 9 de junho, uma ofensiva devastadora no Iraque. Mas seu líder continua sendo mais conhecido por uma personalidade misteriosa.
Nascido em 1971 em Samara, ao norte de Bagdá, Abu Bakr al-Bagdadi teria entrado para a insurreição no Iraque pouco depois da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, e teria passado quatro anos em um campo de detenção americano.
As forças americanas tinham anunciado, em outubro de 2005, a morte de Abu Duaa – um dos pseudônimos de Bagdadi – em um ataque aéreo na fronteira com a Síria. Mas ele voltou a aparecer, bem vivo, em maio de 2010 à frente do Estado Islâmico no Iraque (ISI), braço iraquiano da Al-Qaeda, depois da morte de dois líderes do grupo em um ataque.

A estratégia americana de combater insurreições, combinada com os ataques de parte das tribos sunitas contra os jihadistas, havia enfraquecido o grupo.
Mas ele voltou a ganhar força, estendendo suas atividades para a vizinha Síria e rejeitando depois as ordens do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, de se concentrar no Iraque e deixar a Síria para a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista que luta contra o regime de Damasco.
Comandante e tático
Em abril de 2013, Bagdadi anunciou uma fusão do ISI com os combatentes da Al-Nosra para formar o EI, mas estes se recusaram a ficar sob seu comando. Os dois grupos começaram a operar separados, antes de começarem a lutar entre si a partir de janeiro deste ano na Síria.
Poucos detalhes foram revelados sobre a personalidade de Bagdadi, ou sobre onde está. Os Estados Unidos, que o classificaram como terrorista em outubro de 2011, tinham declarado no ano passado que ele estaria provavelmente na Síria.
No fim de maio, um general iraquiano declarou que suas forças acreditavam que Bagdadi estava no Iraque, mas outras autoridades contestaram essa informação.
O rosto de Bagdadi foi apresentado apenas em janeiro, quando as autoridades iraquianas divulgaram, pela primeira vez, uma foto em preto e branco mostrando um homem barbado e calvo, usando terno e gravata.
O mistério que o cerca contribui para o culto a sua personalidade, e o YouTube tem vários cantos religiosos louvando suas virtudes.
No EI, ele é considerado um comandante e um tático presente no campo de batalha, ao contrário de Zawahiri, seu antigo superior e atual adversário, sobre quem ele ganha cada vez mais vantagem nas esferas jihadistas.
As habilidades atribuídas ao líder valem a adesão ao seu movimento de milhares de jihadistas vindos de todo o Oriente Médio, da Europa e de outras partes.

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Conheça o estado islâmico 3/4

Conheça o Estado Islâmico, grupo radical com milhares de combatentes
Insurgentes surgiram a partir de braço iraquiano da al-Qaeda.
Eles lançaram ofensiva no norte do Iraque, dominando cidades e províncias.

Uma imagem enviada em 14 junho de 2014 no site jihadista Welayat Salahuddin supostamente mostra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) durante uma execução de dezenas de membros das forças de segurança iraquianas capturados (Foto: AFP Photo/HO/Welayat Salahuddin)

O Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) – atualmente chamado apenas de Estado Islâmico (EI) – é um grupo jihadista radical que conseguiu recrutar milhares de combatentes. Conheça mais sobre sua história.
Fundação
O EI surgiu a partir do Estado Islâmico no Iraque, o braço iraquiano da Al-Qaeda dirigido por Abu Bakr al-Bagdadi. Em abril de 2013, Bagdadi anunciou que o Estado Islâmico do Iraque e a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista presente na Siria, se fundiriam para se converter no Estado Islâmico do Iraque e Levante.
Mas a Al-Nosra negou-se a aderir a este movimento e os dois grupos começaram a agir separadamente até o início, em janeiro de 2014, de uma guerra entre eles.
O EI contesta abertamente a autoridade do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e rejeitou seu pedido de que se concentre no Iraque e deixe a Síria para a Al-Nosra.
Efetivos
Charles Lister, pesquisador do Brookings Doha Centre, estima que o EI tenha entre 5 mil e 6 mil combatentes no Iraque e entre 6 mil e 7 mil na Síria.
Estes números não podem ser confirmados por outras fontes.
Nacionalidades
Na Síria, a maioria dos combatentes em terra são sírios, mas seus comandantes costumam chegar do exterior e lutaram em Iraque, Chechênia, Afeganistão e em outras frentes. No Iraque, a maioria dos combatentes são iraquianos.
Segundo o islamólogo Romain Caillet, do Instituto francês de Oriente Médio, muitos de seus chefes militares são iraquianos ou líbios, enquanto os líderes religiosos são sauditas ou tunisianos.
O EI também conta com centenas de combatentes francófonos, como franceses, belgas e magrebinos.
Ideologia
O EI nunca jurou lealdade ao chefe da Al-Qaeda, mas o grupo defende o mesmo tipo de ideologia jihadista e anunciou ter instaurado um Estado Islâmico em uma região situada entre a Síria e o Iraque.
Padrinhos
O EI não parece contar com o apoio de nenhum Estado e, segundo os analistas, recebe a maior parte de seus fundos de doadores individuais, em sua maioria oriundos do Golfo Pérsico. No Iraque, o grupo também depende de personalidades tribais locais.
Presença
O EI tomou em janeiro, junto com outros grupos insurgentes, o controle de Fallujah e de setores de Ramadi, a oeste de Bagdá.
Na Síria é considerado a força combatente mais eficaz contra o regime do presidente Bashar al-Assad.
Mas depois de ter sido acolhido favoravelmente por alguns rebeldes sírios, acabou pegando em armas contra eles.
Esta mudança se deveu a sua vontade hegemônica e às atrocidades que são atribuídas ao grupo, sobretudo o sequestro e a execução de civis e de rebeldes de movimentos rivais.

Decapitações
Em menos de um mês, entre agosto e setembro deste ano, o grupo divulgou três vídeos em que seus combatentes decapitam reféns ocidentais que estavam presos na Síria – dois jornalistas norte-americanos e um agente humanitário britânico – e ameaçam executar mais reféns, em retalização aos ataques aéreos promovidos pelos Estados Unidos contra posições do grupo no Iraque.

Imagem do vídeo divulgado na internet que mostra a suposta decapitação de Jame Foley (Foto: Reprodução/Archive.org)

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Estado Islâmico publica vídeo em que menino executa dois ‘agentes russos’ 4/4

Homens ajoelhados são mortos por criança que aparenta ter 10 anos.
Vítimas passam por interrogatório sobre tentativas de se infiltrar no grupo

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) postou nesta terça-feira (13) na internet um vídeo em que um menino aparece executando com uma armas dois homens acusados de trabalhar para o serviço secreto russo.
No vídeo de sete minutos, dois homens ajoelhados são mortos por uma criança que aparenta 10 anos após serem filmados durante um interrogatório sobre suas pretensas tentativas de se infiltrar no Estado Islâmico na Síria.
O EI é um grupo jihadista radical que conseguiu recrutar milhares de combatentes e controlar importantes territórios do Iraque e da Síria.

‘Inimigos’
O vídeo é intitulado “A Descoberta do inimigo em nossas fileiras” em inglês, mas a narrativa é em russo e começa com imagens do interrogatório de um dos homens, que afirma ser cazaque.
O homem diz que foi recrutado pelo Serviço de Segurança Federal russo (FSB) para se aproximar de um combatente do grupo, sem especificar quem.
O segundo suposto agente, que não diz sua nacionalidade, mas afirma que trabalhou para o FSB da Rússia, explica que sua tarefa era eliminar outro combatente do EI. Ambos os homens também relatam que deveriam recolher informações sobre jihadistas do EI na Síria.
Execução
Depois do interrogatório, o vídeo passa para uma cena externa, onde o jovem carrasco, vestindo calça de camuflagem e casaco preto, recita vários versos religiosos e executa com um tiro na cabeça os dois homens.
No final do vídeo, o mesmo menino, mas ainda mais jovem, aparece em um campo de treinamento afirmando que quer “matar infiéis”.
Grupo radical
O EI surgiu a partir do Estado Islâmico do Iraque, o braço iraquiano da Al-Qaeda dirigido por Abu Bakr al-Bagdadi. Em abril de 2013, Bagdadi anunciou que o Estado Islâmico do Iraque e a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista presente na Siria, se fundiriam para formar o Estado Islâmico do Iraque e Levante.
No ano passado, o grupo divulgou uma série de vídeos em que seus combatentes decapitam reféns ocidentais que estavam presos na Síria – entre eles o jornalista James Foley e o ativista humanitário Peter Kassing, ambos americanos.
Em outros vídeos, os combatentes do EI ameaçam executar mais reféns, em resposta aos ataques aéreos promovidos pelos Estados Unidos contra posições do grupo no Iraque.

Fonte: G1 Globo.com

Divulgação: Eis Me Aqui 

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