Cosmovisão

Refutando Osiandro

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Por Josaías Cardoso Ribeiro Jr.

As próximas três seções neste capítulo (Institutas da Religião Cristã, 2.12.5-7) sobre Encarnação serão usadas para refutação das ideias de Osiandro. Adepto das especulações que vão além da revelação bíblica, este herege afirma que Cristo teria se encarnado mesmo que não houvesse a Queda, e que Deus Filho poderia tomar a forma, por exemplo, de um animal. Para o Reformador, esse tipo de curiosidade deve ser evitada a todo custo.

“Uma vez que o Espírito declara que estas duas coisas, como Cristo se tornaria nosso Redentor e participante de nossa mesma natureza, foram intimamente associadas pelo eterno decreto de Deus, não é lícito indagar além. Ora, aquele em quem, não contente com a imutável ordenação de Deus, faz cócegas ao desejo de saber algo mais, mostra também não estar realmente contente com este Cristo que nos foi dado como preço de nossa redenção.” (2.12.5, p.224s)

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Calvino critica duramente Osiandro por sua falta de submissão a Escritura, acusando-o de criar um novo cristo, sem relação com ao verdadeiro Cristo. A insolência do herege chega ao ponto de sugerir que o autor da salvação pudesse encarnar em um asno. Outra questão que o reformador levanta diz respeito à imagem de Deus no homem. Para Osiandro, a humanidade foi formada segundo a imagem de Deus para que Cristo pudesse tomar a forma de homem – algo que Calvino aceita. Porém, esse falso mestre vai mais além e afirma que, em certo sentido, Cristo já tinha a forma que encarnaria, e, consequentemente, teria encarnado mesmo sem a necessidade de salvação para a humanidade. Isso o teólogo de Genebra não aceita.

“Desejaria, ainda, saber por que é Cristo chamado por Paulo [1Co 15.45, 47] ‘o Segundo Adão’, senão porque lhe foi destinada a condição humana para que aos descendentes de Adão soerguesse da ruína? Ora, se Cristo precedeu à criação nessa ordem eventuacional, deveria então ter sido chamado ‘o Primeiro Adão’.” (2.12.7, p.228)

“Mesmo que o Filho de Deus jamais tivesse se revestido de carne, a imagem de Deus, não obstante, lhe fulgia tanto no corpo quanto na alma, imagem em cuja efulgência sempre se fez patente que Cristo é realmente o Cabeça e tem a primazia em todas as coisas.” (idem)

Existem ainda várias heresias defendidas por Osiandro, porém nenhuma delas é conhecida hoje entre a maioria dos cristãos. Talvez por conta do bom trabalho de Calvino não temos de lidar com elas mais. Tornaram-se tão pouco conhecidas como o nome do falso mestre que o reformador rebateu em seus escritos. O conselho de João Calvino é que fiquemos ao lado da simplicidade e beleza das Escrituras.

“Tampouco julgo ser-me necessário discutir mais a fundo semelhantes futilidades, porquanto desta brevíssima refutação se depreenderá a vacuidade de todas elas. Para nutrir satisfatoriamente aos filhos de Deus, entretanto, esta sobriedade será mais que suficiente: quando veio a plenitude dos tempos, o Filho de Deus foi enviado, nascido de mulher, nascido sob a lei, para que redimisse àqueles que estavam debaixo da lei [Gl 4.4, 5].” (2.12.7, p.229)

Fonte: João Calvino – blog do Josa

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