Metade dos pastores se preocupa que ofenderão alguém se pregarem tópicos controversos

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Tré Goins-PhillipsFaithwire

Recentes pesquisas revelam que metade dos pastores americanos está preocupada demais com a possibilidade de ofender alguém por falar em questões sociais e morais polêmicas, mas será que esse problema poderia ter uma solução simples?

De acordo com uma pesquisa do Grupo Barna, as mesmas questões pelas quais os pastores se sentem mais pressionados a pregar são também aquelas em que elas se sentem mais desconfortáveis em abordar.

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Não deveria surpreender ninguém que as questões no topo da lista sejam o homossexualismo e o aborto.

“A pressão para líderes, e especialmente líderes cristãos, para satisfazer a todos em todos os lados e evitar ofensas é muito real hoje, principalmente nesta era digital,” disse Roxanne Stone, editora-chefe do Barna. “A natureza pública das mídias sociais só aumenta os riscos.”

A maioria das pressões que os pastores sentem está vindo de dentro das congregações que eles lideram.

A maioria dos pastores entrevistados — 64% — disse que se sentem limitados pelos próprios membros de suas igrejas em sua posição de falar claramente sobre temas sociais e morais. Por outro lado, 69% sentem-se pressionados a lidar com esses mesmos problemas no púlpito.

Michael Howard, pastor sênior da Igreja Batista Seaford na Virgínia, explicou em uma entrevista à Faithwire que os pastores — como todo mundo — sofrem dificuldades com o desejo de aceitação.

“Acho que muitos caras provavelmente pensam: ‘Não quero prejudicar meu índice de aprovação,’” disse ele. “É a mesma razão pela qual os presidentes não fazem tudo o que disseram que fariam.”

Existe uma solução?

Uma das melhores maneiras de garantir que pastores não evitem tópicos difíceis, como ética sexual e a dignidade da vida humana, é que os pastores preguem expositivamente em vez de topicamente, segundo Howard, porque a pregação guiada pela Bíblia “obriga os pregadores a lidar com coisas difíceis.”

A partir dessa perspectiva, ele disse, é mais fácil permanecer fiel às Escrituras e pregar todo o Evangelho, mesmo que isso ofenda os sentimentos dos membros da congregação.

“Deus nos projetou para desejar perímetros, quer saibamos ou não,” disse Howard. “Acho que se você ficar de pé no púlpito e for honesto e transparente e disser: ‘Esse é o ponto máximo que a Bíblia diz que podemos ir em crença e comportamento,’ as pessoas estão realmente famintas por isso e se sentem atraídas por isso.”

Contudo, essa verdade nem sempre extingue o desejo de ser aceito.

Metade dos líderes de ministério cristão disse que “frequentemente” (11%) ou “ocasionalmente” (39%) se sentem limitados em sua posição de se manifestar sobre tópicos polêmicos. A outra metade disse que “apenas raramente” (30%) ou “nunca” (20%) se sentem limitados.

A maioria dos pastores disse que “raramente” (43%) ou “nunca” (17%) sentem-se pressionados a abordar as principais questões sociais e morais do púlpito. Um terço dos pastores, ou 34%, disseram que “ocasionalmente” se sentem pressionados e apenas 6% disseram que “frequentemente” se sentem da mesma maneira.

Howard, que estudou em uma faculdade muito progressista para sua formação antes de frequentar o seminário em uma universidade muito conservadora, disse que o fato de ter sido exposto a “ambos os lados do debate” o equipou melhor para o ministério.

Em 2016, o pastor e televangelista Joel Osteen disse ao noticiário da Rede de Televisão Cristã que ele não fala com frequência sobre o pecado e o inferno porque as pessoas “já se sentem culpadas.” Mas essa abordagem — mesmo que extinga o medo de abordar assuntos polêmicos — erra o alvo.

Howard disse que o trabalho de um pastor “é pregar o conselho completo da Palavra, em tempo e fora de tempo. Esse é o trabalho de um pastor.”

“Quando chego ao púlpito,” ele disse, “sempre tento pensar em meus amigos incrédulos, e se eles estavam sentados na primeira fila e no centro, como eu falaria sobre [questões sociais diferentes].”

Se os pastores abordarem assuntos difíceis com humildade, Howard acredita que a maioria das pessoas os respeitará, porque eles estão sendo “honestos.”

Divulgação: Eis-me Aqui!

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