Mídia Tendenciosa

O que é mídia tendenciosa?

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A mídia está representando um papel muito importante nos eventos do Oriente Médio. Aqui seguem algumas informações para fazer de você mais que um mero espectador passivo no processo.

Desde a erupção da violência no Oriente Médio, têm surgido muitas preocupações com relação aos preconceitos dos meios de comunicação. Está ficando dolorosamente claro que um aspecto básico do atual conflito no Oriente Médio é a manipulação da mídia para influenciar a opinião pública.

A expectativa é que os jornalistas mantenham a independência e a objetividade – e certamente não se espera que eles “cooperem” com um dos lados num conflito armado. Entretanto, quando um representante da rede de TV estatal da Itália divulgou um pedido de desculpas em árabe, com relação à filmagem do linchamento brutal de dois israelenses em Ramallah, prometendo maior cooperação com a Autoridade Palestina no futuro, certas sensibilidades ocidentais foram atingidas.

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Por que a mídia é tendenciosa? Será que os jornalistas são intimidados por “capangas” palestinos para cobrirem apenas o lado “positivo”, enquanto a democracia israelense permite uma cobertura mais aberta da sua posição? Quem sabe eles consideram mais excitante torcer pelo “mais fraco”? Será que o mundo aplica uma moralidade de dois pesos e duas medidas para com Israel?

Qualquer que seja a razão, para que prevaleça a verdade, não podemos simplesmente “ler” os jornais. Tenhamos discernimento e tomemos parte no processo. Caso contrário, seremos apenas objetos passivos da agenda de outras pessoas. Mark Twain disse: “Se você não lê jornal, é ignorante; se lê, é mal informado”.

Como os leitores podem discernir a verdade nas entrelinhas das reportagens? Apresentamos abaixo os métodos comuns empregados pela mídia – intencionalmente ou não – para influenciar a opinião pública. Estando atentos, podemos evitar tornar-nos reféns da guerra na mídia.

Aqui estão as “7 Violações de Objetividade na Mídia”:

Definições e terminologia enganosas

Reportagens sem equilíbrio

Opiniões disfarçadas como notícias

Falta de contexto

Omissão seletiva

Uso de fatos verdadeiros para levar a falsas conclusões

Distorção de fatos

Violação 1:

Definições e terminologia enganosas

Usando terminologia e definições de modo que pareçam fatos aceitos, a mídia induz à parcialidade, sob o disfarce de objetividade.

EXEMPLO: O jornal “The New York Times” alterou sutilmente sua referência ao Monte do Templo, que sempre foi reconhecido pelos historiadores imparciais como o local de dois sagrados templos judeus. Isso se deu por óbvia deferência aos líderes palestinos, que dizem jamais ter havido qualquer templo judeu na colina de Jerusalém para a qual os judeus se têm voltado durante milênios ao fazerem suas orações. O “N.Y. Times” começou a referir-se ao local como “o Monte do Templo, chamado de “Haram al Sharif” (Esplanada das Mesquitas) pelos árabes “.

Algumas semanas depois, o “Times” referiu-se ao local como “o Monte do Templo, que Israel alega ter sido o local do Primeiro e do Segundo Templos…”, dando a entender que não se tratava de um fato histórico confirmado, mas de uma mera “alegação”. Depois, num outro artigo, o “Times” informou que “tropas israelenses invadiram violentamente o Haram, o local mais sagrado dos muçulmanos em Jerusalém, onde centenas de pessoas estavam em oração”. Nenhuma menção foi feita ao fato de que se trata do “Monte do Templo”, o local mais sagrado para os judeus.

EXEMPLO: Ariel Sharon, o primeiro-ministro democraticamente eleito do Estado de Israel, é constantemente citado por cognomes depreciativos como “linha-dura” e até “criminoso de guerra.” Curiosamente, nenhum desses apelidos é atribuído a Yasser Arafat.

Violação 2

Reportagens sem equilíbrio

As reportagens da mídia freqüentemente desequilibram o panorama, apresentando apenas um dos lados da história.

EXEMPLO: Em fevereiro de 2001, Deborah Sontag do “The New York Times” e Suzanne Goldenberg do “The Guardian” (Reino Unido) escreveram ambas sobre a abertura de uma exposição na cidade de Ramallah (Margem Ocidental), dedicada à memória de 100 “mártires” palestinos.

Curiosamente, as duas jornalistas usaram palavras quase idênticas em suas reportagens:

SONTAG: Os críticos israelenses diriam que a exposição “100 Mártires – 100 Vidas” glorifica a morte e encoraja o culto ao “shaheed”, ou mártir.

GOLDENBERG:”Os críticos israelenses argumentariam que a exposição glorifica a morte violenta e promove o culto ao martírio.

Questões de plágio à parte, o mais perturbador é o modo pelo qual Sontag e Goldenberg presumem o que os críticos israelenses “diriam” – caso as repórteres se interessassem em perguntar. A entidade de vigilância da imprensa smartertimes.com escreveu sobre o texto de Sontag: “Os críticos israelenses “diriam”: “se tivéssemos sido entrevistados de fato ou ao menos fôssemos citados pelo “Times” e as nossas opiniões não tivessem sido apenas presumidas”. Estranho é que os árabes entrevistados no artigo têm permissão de falar por si mesmos, em lugar de terem suas opiniões presumidas por uma repórter que imagina o que eles “diriam” se a tal repórter tivesse feito o esforço de perguntar…”

EXEMPLO: Uma violação relacionada, particularmente insidiosa, é quando a mídia apresenta um [suposto] porta-voz de um dos lados do conflito, que simplesmente ratifica o ponto de vista oposto. Por exemplo: sob o disfarce de “informação imparcial” a mídia [americana] gosta de citar Michael Lerner, um rabino da Califórnia, que qualificou a política do ex-primeiro-ministro Barak de “racista e opressiva”, referiu-se ao Exército israelense como “bárbaro e brutal” e acusou os cidadãos israelenses de cometerem “perseguições étnicas contra civis palestinos”.

Violação 3

Opiniões disfarçadas como notícias

Um repórter objetivo não deveria usar adjetivos ou advérbios, a menos que façam parte de uma citação. De igual modo, as fontes de qualquer fato ou opinião devem ser identificadas claramente na reportagem. Como alternativa, pode ser necessário indicar que a fonte foi intencionalmente mantida em sigilo.

Mesmo as “opiniões” citadas devem ter um certo mínimo de objetividade. James Hill, do “Washington Post”, explica:

Você deve avaliar os colunistas pelo mesmo padrão de todo o jornal. Se um colunista estiver cometendo erros notórios ao expressar suas opiniões, talvez não seja ele que esteja fazendo isso, mas o jornal.

EXEMPLO: Na edição de 7 de fevereiro de 2001, no programa de TV “The Early Show”, Bryant Gumbel entrevistou Dennis Ross, o ex-enviado americano ao Oriente Médio, perguntando-lhe o que a vitória eleitoral de Ariel Sharon significava para o processo de paz. Gumbel abdicou de seu papel de jornalista objetivo, fazendo repetidamente perguntas capciosas a Ross, carregadas de descrições venenosas com relação a Sharon. Gumbel disse:

Mas será que ele [Arafat] tem alguma chance com Sharon, quando muitos observadores objetivos o vêem não apenas como um racista, mas um terrorista, um criminoso de guerra assassino?

Violação 4

Falta de contexto

Ao falharem em dar o contexto apropriado e as informações de fundo completas, os jornalistas podem distorcer dramaticamente o verdadeiro panorama da notícia.

EXEMPLO: Uma fotografia da BBC mostrava dois palestinos de mãos para trás e ajoelhados. Em pé diante deles estava um soldado israelense com um fuzil apontado para suas cabeças.

Nenhum contexto identificava a fotografia, acompanhada apenas da benigna legenda: “A tensão tem sido alta em torno dos assentamentos judeus”. Mas quem são os árabes na fotografia? Será que eles acabaram de assassinar judeus a sangue frio? Ou eles estavam ingenuamente comprando pão no mercado local? A BBC não diz. E por que o soldado está apontando a arma para a cabeça deles? Estará ele guardando prisioneiros perigosos até chegarem reforços? Ou ele irá arrebentar-lhes as cabeças com tiros à queima-roupa? A BBC deixa que cada um tire suas conclusões.

Violação 5

Omissão seletiva

Ao escolher informar sobre certos eventos ao invés de outros, a mídia controla o acesso à informação e manipula os sentimentos do público.

EXEMPLO: Desde que a violência começou, a mídia habitualmente menciona que a intifada “foi deflagrada pela visita provocativa de Ariel Sharon ao Monte do Templo”. Essa declaração tem sido feita apesar do ministro palestino das Comunicações, Imad el-Falouji, ter admitido que a Autoridade Palestina tinha planejado a erupção da violência antecipadamente.

EXEMPLO: Em 24 de outubro de 2000, o “N.Y.Times” referiu-se a um caso de incitação palestina:

Os israelenses citam como exemplo notório um sermão transmitido pela TV, em que foi defendida a matança [linchamento] de dois soldados. “Quer sejam do Likud ou do Partido Trabalhista, judeus são judeus”, proclamou o xeque Ahmad Abu Halabaya, em uma transmissão ao vivo de uma mesquita em Gaza no dia após a matança.

Porém, o “Times” simplesmente não passou a idéia principal do inflamado sermão. Na realidade, o jornal parece ter feito um grande esforço para escolher uma citação resumida, que poderia parecer inócua quando fora de contexto. O destaque do sermão na mesquita de Gaza, transmitido ao vivo pela TV da Autoridade Palestina, foi:

Mesmo que seja assinado um acordo para Gaza, nós não nos esqueceremos de Haifa, de Aco, da Galiléia e de Jaffa, do Triângulo e do Negev, e do resto de nossas cidades e aldeias. É só uma questão de tempo… não tenham nenhuma clemência com os judeus, não importa onde eles estejam, em qualquer país. Combata-os, onde quer que você esteja. Onde quer que você os encontre, mate-os.

Violação 6

Uso de fatos verdadeiros para levar a falsas conclusões

A mídia freqüentemente relata fatos verdadeiros para levar seus leitores a conclusões errôneas.

EXEMPLO: Muitas reportagens dizem que “foram mortas centenas de pessoas, a maioria de palestinos”. Esse é um fato inegável, contudo, sem qualificar tais dados, o leitor é conduzido à falsa conclusão de que os soldados israelenses foram os agressores e que eles usaram de força excessiva.

Entretanto, se as forças israelenses realmente fizessem aquilo de que são acusadas – atirar indiscriminadamente em multidões com armas automáticas – muitos milhares de palestinos estariam mortos. Na realidade, a proporção de mortes é relativamente baixa.

Violação 7

Distorção de fatos

No atual mundo competitivo da mídia, freqüentemente os repórteres não têm tempo, inclinação ou recursos para verificar corretamente as informações antes de entregar uma reportagem para publicação.

EXEMPLO: O “N.Y. Times”, a “Associated Press” e outros grandes órgãos da imprensa publicaram a fotografia de um jovem, agredido e ensangüentado, atrás do qual aparecia um policial israelense com seu cassetete em punho. A legenda identificou o jovem como uma vítima palestina – com a implicação clara de que o soldado israelense estava agredindo-o.

Na realidade, o “palestino ensangüentado” da fotografia era Tuvia Grossman (20 anos), um judeu de Chicago que estudava em Jerusalém. Seus agressores não foram israelenses, mas uma turba palestina que o apunhalou e bateu nele, sem misericórdia, durante 10 minutos. O policial israelense enfurecido com o cassetete em riste estava impedindo os palestinos de concluirem o linchamento do rapaz.

A tendenciosidade da mídia presume que, se há uma vítima, deve ser um palestino. Quem, entretanto, são as vítimas de fato e quem são os agressores? A verdade é freqüentemente oposta ao que parece.

Sendo atentos observadores da mídia, podemos fazer a diferença. Devido à pressão da opinião pública, o “N.Y. Times” reimprimiu o texto sobre Tuvia Grossman – dessa vez com a legenda apropriada – juntamente com um artigo completo indicando que ele quase tinha sido linchado pelos arruaceiros palestinos. (extraído de www.honestreporting.com – http://www.Beth-Shalom.com.br)

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