Mídia Tendenciosa Morte

Líbano – a morte como oportunidade

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Escândalo no fotojornalismo

Imagens manipuladas e encenadas

A polêmica sobre a divulgação de fotos digitalmente manipuladas e erroneamente legendadas pela [agência de notícias] Reuters não chegou perto da dimensão que deveria ter tido na mídia, segundo Tim Rutten, colunista de assuntos midiáticos do Los Angeles Times.

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Isso se deve a duas razões: (1) algumas imagens manipuladas no Líbano dão fortes indicativos de que há fabricações mais amplas no fotojornalismo que a Reuters e outras agências de notícias têm obtido de seus freelancers (em sua maioria palestinos); (2) a mídia noticiosa americana respondeu extremamente mal às revelações de má-conduta de Hajj (o fotógrafo da Reuters que fez manipulações grosseiras de fotos), demonstrando desinteresse no assunto e em tentar descobrir se o caso é único ou se representa uma série*.

“Falsografia” –  uma produção de “Hizb’ollywood”.

Rutten lamenta que nenhuma publicação nos EUA tenha encarado o desafio de tentar descobrir se há algo fora da ordem de maneira geral nas fotos de freelancers da Reuters e de outras agências – inclusive a Associated Press, que também publicou fotografias tiradas por Hajj. Uma rápida olhada no blog www.LittleGreenFootballs.com (de Charles Johnson) é o suficiente para perceber a má-conduta dos fotojornalistas. Várias fotos são claramente posadas para efeito de dramatização. Uma delas chama a atenção de Rutten: uma série de brinquedos de criança sobre as montanhas de destroços. O impressionante é que os brinquedos estão limpos e intocados pela devastação. Em outra situação, o blogueiro parece ter descoberto que um mesmo fotógrafo usou mais de uma identidade.

Há muito mais, e vale a pena perder alguns minutos dando uma olhada no blog, acrescenta Rutten. Esse é um dos poderes da internet e da blogosfera, e o fato de que pode ser empregado para ajudar a manter um jornalismo honesto, para o benefício de todos.

É importante notar, disse Rutten, que não há equivalente de manipulação propagandística no lado israelense do conflito. Isso porque um dos lados – o governo democraticamente eleito de Israel – vê a morte como tragédia, enquanto o outro – a organização terrorista Hizb’allah (Partido de Alá), financiada pelo Irã – a vê como uma oportunidade [de fazer propaganda e criar sentimentos antiisraelenses]. (Beatriz Singer [edição], com Larriza Thurler – extraído do Observatório da Imprensa)

* A mídia brasileira parece que nem tomou conhecimento do assunto. [N.R.]

O episódio das fotos maquiadas na guerra do Líbano mostra que já não dá mais para acreditar na veracidade de imagens jornalísticas, até então consideradas uma evidência mais sólida do que um texto…

Difícil é entender [será?] como a grande mídia, considerada fonte de informações confiáveis no mundo inteiro, ainda cai num “conto do vigário” que vem se repetindo há anos. Houve manipulação de imagens em conflitos no Iraque, no Afeganistão e em outros incidentes no Oriente Médio. Já se sabe que existe o risco de reincidência dessa manipulação. Como é que, mais uma vez, imagens manipuladas são divulgadas em massa sem que haja qualquer questionamento? Não há como acreditar em ingenuidade da mídia; sabe-se que ela é tudo menos ingênua. Só nos resta a infeliz alternativa da complacência. (extaído do Observatório da Imprensa.)

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