Mídia Tendenciosa

Intimidação da imprensa

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Como a Autoridade Palestina reprime a liberdade de imprensa, Israel está enfrentando a guerra da mídia num campo de batalha desigual.

Por Lenny Ben-David

A linha de batalha da nova guerra palestina contra Israel está traçada. Por que Israel parece sempre vencer no campo militar, mas perder a “guerra escrita” na mídia?

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Incompetência dos porta-vozes de Israel? Dificilmente. Falta de empenho? Também não. Uma posição histórica e moral frágil? Certamente, não.

Pelo contrário, Israel perde a guerra na mídia porque está lutando num campo de batalha desigual. O outro lado tem muitas vantagens:

A Autoridade Palestina (AP) – na verdade, todos os regimes árabes – é antidemocrática e não tem nenhum senso de responsabilidade para proteger a liberdade de imprensa.

A censura à imprensa sempre foi a regra na Autoridade Palestina.

Intimidação, hostilização e perseguição da imprensa sempre foram práticas corriqueiras da AP. Os repórteres não o admitem, mas o medo de sofrer violência física ou de morrer é um forte fator. O que levou Ricardo Christiano, da TV italiana, a parabenizar e elogiar a Autoridade Palestina, e então pedir desculpas porque outro repórter italiano filmou o linchamento selvagem de dois reservistas israelenses em Ramallah? Foi o medo? Ou foi a identificação com a AP?

Não há porque amenizar o último ponto: alguns repórteres absolutamente não gostam de judeus ou de Israel. Suas reportagens refletem “jornalismo em defesa da causa”, pelo qual os “oprimidos” estão sempre certos e o “lado militar” está sempre errado.

A Autoridade Palestina é mestra da “Grande Mentira”. Durante a Guerra do Líbano (em 1982), repórteres publicaram uma alegação de Arafat de que 10.000 libaneses e palestinos haviam morrido. Depois, os jornalistas perceberam que tinham sido usados. Relatos palestinos sobre o uso de “gás tóxico” por parte de Israel têm sido repetidos sem questionar sua origem e veracidade. A Autoridade Palestina também alegou, por exemplo, que colonos israelenses torturaram e assassinaram um palestino que, na verdade, morreu em um acidente de trânsito.

Operação de falsificação fotográfica. A Autoridade Palestina – e a OLP antes dela – tem freqüentemente distorcido a realidade de imagens: a foto de um bebê enfaixado em Beirute (de 1982, cujos ferimentos não foram causados por Israel), uma moeda de Israel (que não mostra o território supostamente pretendido por Israel, do Nilo ao Eufrates), um estudante judeu sangrando (espancado por palestinos, mas apresentado como um palestino espancado por israelenses). Em muitos casos a falsificação e a distorção foram efetuadas com o conhecimento, ou aproveitando-se do desleixo, de editores e repórteres.

Os ataques palestinos à liberdade de imprensa

A guerra palestina contra Israel tem recebido mais cobertura da mídia do que qualquer outro combate de baixa intensidade que já ocorreu. As câmeras estão aparentemente em todos os lugares, mostrando desde a morte trágica de uma criança de 12 anos até a fúria bárbara de uma multidão praticando um linchamento. Aparentemente a mídia não tem problemas para obter acesso às histórias de ambos os lados do conflito.

Mas esse realmente é o caso? A mídia tem acesso livre?

Não. Porque Israel respeita a liberdade de imprensa; a Autoridade Palestina, não.

Repórteres, redatores, fotógrafos, correspondentes, produtores e operadores de câmera são livres para informar e filmar tudo? Não, por causa dos impedimentos exercidos pela censura palestina, como também pela auto-censura que os membros da mídia impõem a si próprios devido ao medo.

O estilo de governo da Autoridade Palestina de Yasser Arafat reflete o estilo da sua antecessora, a Organização pela Libertação da Palestina. O regime terrorista da OLP no Líbano também atingiu jornalistas e repórteres. Velhos hábitos não morrem facilmente, e a Autoridade Palestina de Yasser Arafat continuou a atormentar e intimidar os repórteres e jornalistas.

Fontes não-partidárias, tal como o Departmento de Estado americano, a Anistia Internacional, a Freedom House, e até certos grupos palestinos de defesa dos direitos humanos, relatam que a Autoridade Palestina rotineiramente intimidou, capturou, prendeu, maltratou e torturou jornalistas que publicaram ou divulgaram artigos com críticas à Autoridade Palestina ou a Yasser Arafat. Todas essas entidades fizeram relatos sobre o fenômeno difuso da auto-censura dos jornalistas.

Tradição palestina de ameaça à imprensa

Durante os seis anos do reinado de terror da OLP no Líbano (1976-1982), jornalistas libaneses e estrangeiros foram intimidados e vários deles foram assassinados pela OLP.

Os seguintes jornalistas e editores foram vítimas da modalidade de “censura definitiva” de Arafat:

– Edouard Saeb, editor do “L’Orient le Jour” e correspondente do “Le Monde”, morreu baleado por pistoleiros da OLP em setembro de 1976.

– Riadh Taha, presidente do sindicato de editores libanês: após uma reunião com o líder libanês Bashir Gemayal, para desenvolver uma frente anti-OLP, Taha foi morto por pistoleiros da OLP em 1980.

O jornalista Edouard George, que trabalhou para Edouard Saeb, fez uma lista de sete jornalistas estrangeiros que foram assassinados pela OLP entre 1976 e 1981:

– Larry Buchman, correspondente da rede de TV ABC; Mark Tryon, da Rádio Livre Belga; Jean Lougeau, correspondente da TF-1 francesa; Tony Italo, jornalista italiano; Graciella Difaco, jornalista italiana; Sean Toolan, correspondente da ABC e Robert Pfeffer, correspondente da revista “Der Spiegel”.

Conclusão

Muitas acusações têm sido feitas à mídia em função de atitudes incorretas e tendenciosas contra Israel:

– jornalistas que advogam e defendem a causa palestina;

– repórteres que simplesmente não conhecem a história do conflito;

– anti-semitismo disfarçado e até ostensivo de alguns jornalistas; e

– “pára-quedismo”: jornalistas que aparecem para cobrir os acontecimentos mas são desleixados na averiguação dos fatos.

Outro fator que também pode influenciar a cobertura da mídia: a reação consciente ou insconsciente dos repórteres diante da intimidação e das ameaças de violência palestina contra eles.

Grupos Internacionais de monitoramento e os próprios palestinos admitem que jornalistas locais são ameaçados ao ponto de praticarem a auto-censura.

Nota: É importante ter noção desses fatos a propósito das recentes acusações de que Israel estava impedindo o livre acesso dos jornalistas a certos locais – medida que visava exclusivamente a segurança dos próprios jornalistas em áreas de combate. (http://www.Beth-Shalom.com.br – Extraído de: www.HonestReporting.com)

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