Como se fabrica acusações de crimes de guerra

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As recentes denúncias de atrocidades que teriam sido praticadas por soldados israelenses em Gaza já foram desmentidas, mas é importante saber como são geradas e divulgadas essas acusações:

Nosso Mundo: Os Tribunais Injustos da Mídia Israelense

Por qualquer definição razoá­vel de um conflito armado, a operação contraterrorista de Israel em Gaza, combatendo o Hamas em dezembro [de 2008] e janeiro [de 2009], foi totalmente justificada, legal e moralmente correta. As Forças de Defesa de Israel [FDI] seguiram as leis que regem os conflitos bé­licos. Elas tomaram todas as precauções possí­veis para proteger os civis em Gaza. A operação foi conduzida com o propó­sito único de proteger um milhão de cidadãos israelenses no Sul do país, sob ataque de mísseis palestinos lançados por terroristas em Gaza, que é governada pelo Hamas.

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Do mesmo modo, por qualquer definição razoá­vel de um conflito armado, a guerra de mísseis do Hamas e suas organizações terroristas aliadas em Gaza contra Israel foi injustificada, ilegal e imoral. O propó­sito expresso daqueles projé­teis era matar, mutilar e aterrorizar tantos cidadãos israelenses quanto possí­vel, a fim de causar a desintegração e o colapso da sociedade israelense. Escolas, creches e sinagogas foram o alvo proposital e repetido.

O único aspecto injusto da Operação Chumbo Moldado foi o fracasso do governo [dos partidos] Kadima e Trabalhista, que estava deixando o poder, em terminar o que havia começado. Ao retirar as forças das FDI de Gaza sem primeiro derrubar o regime terrorista do Hamas, o governo fez duas coisas que são, ambas, totalmente injustas: (1) permitiu que o Hamas sobrevivesse e continuasse lutando; e, (2) ao deixar o regime do Hamas no poder, indiretamente o legitimou.

Para os inimigos de Israel – particularmente no Ocidente – a sobrevivência do Hamas expandiu sua credibilidade. Hoje, os ativistas polí­ticos anti-Israel já não pestanejam em igualar Israel ao Hamas. Todos os dias, manifestações violentas são realizadas em uma ou outra cidade do Ocidente, nas quais a bandeira de Israel é queimada e rasgada, e a bandeira do Hamas – um grupo terrorista genocida – é orgulhosamente ostentada. As FDI são fustigadas diariamente como uma organização terrorista, e o Hamas é visto como um “movimento de resistência”. Ativistas polí­ticos e organizações auto-intituladas “de direitos humanos” exigem que ações criminais sejam movidas contra os soldados e comandantes das FDI, à medida que mais e mais governos europeus pensam em seguir o exemplo da Grã-Bretanha e advogam abertamente o reconhecimento do Hamas.

Até a semana passada, as FDI e o governo que está para deixar o poder foram capazes de minimizar o significado da campanha pós-Operação Chumbo Moldado contra Israel porque tal ação usufruía do apoio da esquerda israelense – e especialmente da mí­dia. Enquanto a esquerda permanecesse leal, tanto o governo que estava de saí­da quanto as FDI poderiam pressupor razoavelmente que o impacto das alegações fabricadas contra Israel não causariam danos à habilidade de funcionamento das FDI.

Mas, agora a mí­dia está começando a mudar de lado.

As FDI são fustigadas diariamente como uma organização terrorista, e o Hamas é visto como um “movimento de resistência”.

A OPERAÇÃO CHUMBO MOLDADO foi um evento desagradá­vel para a esquerda israelense e particularmente para a mí­dia nacional que ela controla. Houve duas razões principais para isso.

Primeiro, a mí­dia foi a principal apoiadora do plano do então primeiro-ministro Ariel Sharon de remover de Gaza todo o pessoal das forças militares e os civis em 2005. Desde os primeiros debates até a retirada, a mí­dia demonizou todos os que questionavam a sabedoria do plano e que avisavam que sua implementação iria expor o Sul de Israel a foguetes, morteiros e mísseis palestinos.

O ataque violento dos mísseis palestinos contra o Sul foi uma prova irrefutá­vel da profunda estupidez da medida.

Segundo, a Operação Chumbo Moldado foi executada pelo governo esquerdista às vésperas da eleição. Se a mí­dia tivesse apenas pensado em criticá-la, isso teria mostrado que a afirmação da lí­der do Kadima, Tzipi Livni, de que apenas uma guerra travada pela esquerda seria apoiada, era uma mentira. Para amealhar votos para [os partidos] Kadima e Trabalhista, a mí­dia teve que engolir seu orgulho pacifista e agrupar-se sob a bandeira.

Pelos seus esforços, a mí­dia foi ridicularizada pelo programa popular de sá­tira esquerdista Eretz Nehederet, que a retratou como “instigadora de guerra”.

É difí­cil saber se a mí­dia teria sustentado seu apoio vigilante à Operação Chumbo Moldado se o Kadima tivesse ganhado as eleições, mas, agora que o Kadima perdeu, e Benjamin Netanyahu, o lí­der do Likud, está formando o governo, fica claro que a mí­dia já não sente que é necessá­rio apoiar as FDI. Afinal, a pró­xima batalha será liderada pelo Likud.

O PRIMEIRO SINAL de que a mí­dia estava se voltando contra as FDI veio no mês passado. Ele seguiu o padrão conhecido: um ativista polí­tico de extrema-esquerda fez alegações não-substanciadas contra um comandante das FDI. A mí­dia tratou as alegações como dignas de cré­dito e exigiu uma investigação. No caso, o Professor Haim Ganz, da Universidade de Tel Aviv, que dirige o Centro Minerva de Direitos Humanos, informou ao [jornal] Ha’aretz que escreveu uma carta ao Professor Hanoch Dagan, Reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Tel Aviv, protestando contra sua decisão de contratar a Coronel Pnina Baruch-Sharvit, que estava se aposentando das FDI, como palestrante de Direito Internacional. Baruch-Sharvit estava justamente deixando seu posto como Comandante da Divisão de Direito Internacional das FDI.

Ganz acusou Baruch-Sharvit de ter cometido crimes de guerra ao dar autorização legal para as unidades das FDI realizarem missões em Gaza, e que a presença dela na Faculdade de Direito era um insulto aos valores humanitá­rios da Universidade.

As alegações de Ganz eram claramente absurdas e difamató­rias. Mas o Ha’aretz estava feliz demais para dar-lhes cré­dito e publicou um editorial exigindo que o contrato dela fosse cancelado. No final, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e o primeiro-ministro, Ehud Olmert, a defenderam e Dagan manteve sua decisão de trazê-la para o corpo docente.

Entretanto, o mal estava feito. Primeiro, Ganz e o Ha’aretz ofereceram aos ativistas anti-Israel a cara de Israel para bater, afirmando que nossos soldados e oficiais são criminosos de guerra. E, segundo, seu ataque contra Baruch-Sharvit ficará na lembrança de outros advogados das FDI que estejam planejando uma nova carreira ao deixarem sua função militar. A partir de agora, eles pensarão duas vezes antes de dar aprovação legal a missões militares claramente legais, sabendo que serão passí­veis de entrar para a lista negra por defenderem seu país.

Se a tempestade sobre Baruch-Sharvit foi a salva de artilharia inicial, o primeiro grande ataque da mí­dia contra as FDI veio na quinta-feira. Novamente, a campanha foi uma co-produção entre um ativista polí­tico de extrema-esquerda e repórteres de extrema-esquerda.

A Academia Pré-Militar Yitzhak Rabin em Jaffa é dirigida pelo movimento dos kibbutzim. É a única academia pré-militar aberta e declaradamente esquerdista. Seu fundador e diretor, Danny Zamir, foi preso em 1990 por se recusar a servir em Nablus durante o auge da rebelião palestina. Em 2004, ele permitiu que seu manifesto de 1990, demandando que os soldados recusassem ordens, fosse reeditado no livro Refusnik: Os Soldados de Consciência de Israel, que foi publicado com o prefá­cio escrito por Susan Sontag e a recomendação de Noam Chomsky.

Em seu programa de duração de um ano, os cadetes da Academia Rabin são submetidos à filosofia polí­tica pós-sionista que, de acordo com fontes familiarizadas com a instituição, os doutrina para crerem que Israel não tem direito de existir como um Estado Judaico. Em uma recente conferência que a academia co-hospedou juntamente com a Academia Pré-Militar Drusa, os soldados drusos expressaram seu espanto porque, enquanto eles se identificavam com Israel e o sionismo, os judeus da Academia Rabin eram declaradamente anti-Israel.

No mês passado, Zamir organizou uma conferência de seus ex-cadetes que agora estão servindo em unidades de combate das FDI. Lá, ele estimulou esses jovens soldados a lhe contarem suas histó­rias de guerra. No que pode apenas ser comparado a um grupo confessional comunista, Zamir falou ao Canal 10 que os jovens soldados foram estimulados a ver suas ações em Gaza como imorais. Um grupo deles aceitou os termos do debate e descreveu supostos atos imorais que alegavam terem sido cometidos em Gaza. Na maioria dos casos, os soldados de Zamir reconheceram que eles não estavam presentes às cenas dos eventos que descreveram. Estes incluí­ram a morte de mulheres e crianças palestinas que entraram em zonas de fogo, e o comportamento hostil a civis palestinos cujas casas os soldados requisitaram durante a operação. Outros caracterizaram regulamentos legais e éticos – como requerer que os soldados valorizassem suas vidas e as de seus companheiros mais que a vida de suspeitos de terrorismo – como imorais ou ilegais.

Zamir afirma que ele levou esses relatos de testemunhas não-oculares às FDI e solicitou que fossem investigados. Como ele se recusasse a fornecer os nomes dos soldados envolvidos nos incidentes alegados e os relatos de suas testemunhas eram de soldados que não haviam testemunhado os relatos, os oficiais das FDI com quem ele conversou disseram que seria muito difí­cil realizar a investigação.

NÃO CONTENTE COM essa resposta, Zamir publicou os relatos não-substanciados em seu boletim da escola e entregou o boletim a dois repórteres de extrema-esquerda – Ofer Shelach, do Canal 10, e Amos Harel, do Ha’aretz.

Os relatos infundados dos jornalistas Ofer Shelack e Amos Harel colocam em risco cada soldado das FDI em viagem à Europa, onde são ameçados de prisão, indiciamento e interrogató­rio devido a acusações de crimes de guerra imaginá­rios diante de tribunais de araque que estão proliferando por todo o continente.

Num ato de malversação jornalística consumada, na sexta-feira à noite, Shelach apresentou os testemunhos, que não podiam ser atribuí­dos a ninguém, como sendo relatos na primeira pessoa. Ele usou atores para lerem em voz alta as declarações dos soldados como se eles fossem os pró­prios soldados, e nunca disse à sua audiência que as vozes que estava ouvindo não eram as vozes dos soldados de fato. Então, ele atacou as FDI por se recusarem a levar esses relatos a sé­rio e por terem a ousadia de observar que a Academia Pré-Militar Rabin é uma conhecida instituição esquerdista. Ele, logicamente, não mencionou que o pró­prio Zamir cumpriu pena de prisão por recusar ordens ou que, mais recentemente, em 2004, ele deu sua contribuição a um livro que explica porque as FDI são um exército imoral.

Quanto a Harel, ele publicou as afirmações dos soldados no Ha’aretz. Depois, ele escreveu uma “aná­lise” argumentando que as FDI não podem desconsiderar as afirmações feitas por aquelas vozes anô­nimas porque, segundo sua opinião, os soldados “não tinham nenhuma razão” para mentir. O fato de que eles não apresentaram nenhuma evidência para suas afirmações aparentemente não tem qualquer importância.

Ora, ao apresentarem esses relatos de batalhas de segunda mão como fatos; ao apresentarem Zamir como um observador fidedigno e objetivo; e ao instruí­rem as FDI a se envergonharem de si mesmas e a mudarem seus modos, Shelach e Harel certamente estão expiando seu “pecado” de apoiar o exército na Operação Chumbo Moldado. Talvez, para eles isso era tudo o que importava.

Mas as conseqüências de suas ações serão devastadoras tanto para as FDI quanto para o país. Assim como a campanha do Ha’aretz contra Baruch-Sharvit assustará outros advogados militares chamados para avaliar a legalidade de operações propostas, fazendo-os se recusarem a tomar decisões, incidentes como este também farão com que comandantes no campo pensem duas vezes antes de falarem a seus soldados para se protegerem. Isto é, eles tornarão as FDI uma força de combate muito menos eficiente.

Internacionalmente, os relatos não-atribuí­dos e não-substanciados de Shelach e Harel servirão para legitimar o movimento do Ocidente em direção ao Hamas. Milhares de notí­cias repetindo as [alegações] deles já estão sendo publicadas em todo o mundo. E, por que não? O que poderia ser mais condenató­rio que relatos da imprensa israelense citando soldados israelenses? Se é contra essa gente que o Hamas está lutando, não surpreende que ele queira destruir Israel.

Além da ajuda e da tranqüilidade que esses noticiá­rios fornecem a polí­ticos ocidentais ansiosos por tirarem fotos com Khaled Mashaal [lí­der do Hamas no exí­lio, em Damasco], os relatos de Shelack e Harel também colocam em risco cada soldado e comandante das FDI em viagem à Europa, onde são ameçados de prisão, indiciamento e interrogató­rio devido a acusações de crimes de guerra imaginá­rios diante de tribunais de araque que estão proliferando por todo o continente. Sem dú­vida, por seus esforços, Shelack e Harel podem ter certeza que receberão bilhetes para a primeira fila dos tribunais da injustiça. Sorte deles! (Caroline Glick – extraído de The Jerusalem Post – http://www.beth-shalom.com.br)

Caroline Glick nasceu nos EUA e emigrou para Israel em 1992. Como capitã do exército israelense, ela fez parte da equipe de negociações com os palestinos de 1994 a 1996. Mais tarde, serviu como conselheira-assistente de polí­tica externa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (durante seu primeiro mandato, de 1997 a 1998). A seguir, fez mestrado na Universidade Harvard. Após retornar a Israel, foi comentarista diplomá­tica e editora de suplementos sobre questões estraté­gicas no jornal Makor Rishon. Desde 2002, é vice-editora e colunista do jornal The Jerusalem Post. Seus artigos têm sido reproduzidos em muitas outras publicações e suas opiniões são amplamente respeitadas. Seu site é www.carolineglick.com

Caroline Glick nasceu nos EUA e emigrou para Israel em 1992. Como capitã do exército israelense, ela fez parte da equipe de negociações com os palestinos de 1994 a 1996. Mais tarde, serviu como conselheira-assistente de polí tica externa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (durante seu primeiro mandato, de 1997 a 1998). A seguir, fez mestrado na Universidade Harvard. Após retornar a Israel, foi comentarista diplomá tica e editora de suplementos sobre questões estraté gicas no jornal Makor Rishon. Desde 2002, é vice-editora e colunista do jornal The Jerusalem Post. Seus artigos têm sido reproduzidos em muitas outras publicações e suas opiniões são amplamente respeitadas. Seu site é www.carolineglick.com

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