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O Bezerro de Ouro da Atualidade

O propósito de Deus para com a humanidade em ter revelado-se na pessoa do Filho (Colossenses 2.9) era de resgatá-la e não de confundi-la mais ainda (Lucas 19.10). Quando Jesus manifestou-se aqui na terra, veio verdadeiramente humano, já que era o verdadeiro Deus (ver João 1.14; 1João 5.20). Ele veio para cumprir o que Adão não pode fazer. Obedecer a Deus. Por isso Jesus é o tema principal de nossas vidas, da Bíblia e a razão de nossa existência. A chama viva de nossas esperanças.

Portanto, este brilho maravilhoso de Jesus Cristo não pode ser ofuscado por ensinamentos e tradições humanas que não passam de meias verdades, sendo estas mais perigosas do que as mentiras. Quem coloca Maria, a mãe de Jesus, em condições de igualdade com ele tem um conhecimento muito superficial de quem é o Messias (o Cristo). Vejamos somente um texto da Bíblia para refrescar nossa consciência: “E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele. João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele... É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro. Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida. O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” Bíblia Apologética edição ACF João 3.26-36.

Atribuir títulos, honrarias e poderes à mãe de Jesus, como se Jesus tivesse passado a existir por meio dela, é prova suficiente que, quem segue esta linha de pensamento desconhece totalmente a CRISTOLOGIA. Em João 8.58 ele reitera: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Bíblia Apologética edição ACF.

Não escrevi este texto com o objetivo de zombar, caluniar ou difamar a mãe de Jesus, meu salvador. Pelo contrário, meu objetivo é defender as verdades inteiras, e não meias verdades, do que a Bíblia diz sobre a pessoa de Maria. E ao mesmo tempo mostrar aos amigos Católicos quem realmente é Maria e o que estão hoje fazendo de sua personalidade.

Os últimos servos de Deus que tinham a autoridade para acrescentar algo mais às Escrituras Sagradas já partiram para O Eterno. Sim, os santos Apóstolos do Senhor Jesus Cristo. Eles terminaram de cumprir o que faltava na Bíblia. Narrar a manifestação do Messias, do Cristo, do Verbo de Deus. Ponto central do Velho Testamento. Narrações estas, escritas nos evangelhos, epístolas, livros e nas revelações do último dos Apóstolos, João, o discípulo amado. Porém, nenhum de nós que viemos depois de João temos a autoridade de ‘Apóstolos’, ao ponto de acrescentarmos algo mais às Escrituras Sagradas, nem muito menos diminuir.

Os Papas católicos não têm o direito de estabelecerem dogmas, canonizações de santos e livros, como fazem e fizeram no decorrer dos séculos após a era apostólica. Digo isso porque nenhum deles e nem o atual Papa têm o poder de dizerem que são ‘Apóstolos’ de Jesus Cristo, quanto mais acrescentarem algo à Bíblia.

Verifique na sua Bíblia o livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 1o , do verso 15 até ao 26. E observe neste texto que, em primeiro lugar, para ser ‘Apóstolo’ do Senhor era necessário ter convivido com Jesus: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima...” Bíblia Apologética edição ACF Atos 1.21,22a. E em segundo lugar, para ser ‘Apóstolo’ do Senhor era necessário ter visto Jesus ressuscitado. “É necessário, pois, que... um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”. Bíblia Apologética edição ACF Atos 1.21a, 22b.

Portanto todas as declarações, decretos em concílio, dogmas e estas cerimônias dadas pelos Papas são doutrinas totalmente desprovidas de autoridade apostólica, haja vista que nenhum destes conviveram com Jesus Cristo e nem muito menos viram-no ressuscitado. Sendo assim passíveis de questionamento e exame da Bíblia Sagrada para daí então receberem ou não o aval dos cristãos, sejam eles Católicos ou Evangélicos.

O que a Igreja Romana crê acerca de Maria, pode ser tomado como exemplo do que uma pessoa, grupo ou igreja crê por força da TRADIÇÃO. Para os Católicos, o que a Bíblia ensina sobre Maria só é aceito a medida em que este ensino satisfaça o que tradicionalmente é aceito pelo catolicismo. Desse modo, a “tradição” e não a “Bíblia” é o guia e juiz de Igreja Romana em tais assuntos. No entanto, a 1a regra universalmente aceita para a interpretação correta da Bíblia Sagrada é a seguinte: “Estude a Bíblia partindo do pressuposto de que ela é a autoridade suprema em questões de religião, fé e doutrina”. Esta situação que a Igreja Romana fica é parecida com a do tempo de Jesus, onde os religiosos da época transgrediam os mandamentos por causa da tradição. A Igreja Romana faz o mesmo, invalida a Bíblia com suas tradições, as quais os seus membros dão mais crédito do que o que diz a Palavra de Deus. “... por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição ? ... por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus.” Bíblia Ave Maria Mateus15.3,6.

Para um cristão que quer seguir estas palavras: “... Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos;”(Bíblia Ave Maria João 8.31). a Bíblia terá que ser suficientemente a autoridade final em matéria de religião, fé e doutrina. Para ele, o que a Bíblia diz, está dito! Ele sabe muito bem o que Paulo aconselhou: “Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo”. (Bíblia Ave Maria Colossenses 2.8).

Usarei aqui algumas outras regras de interpretações da Bíblia. Tais como: “A Bíblia interpreta a Bíblia”; “Um ensinamento simplesmente implícito nas Escrituras pode ser considerado bíblico quando uma comparação de passagens de relações mútuas o apóie”; “A Escritura tem somente um sentido, e deve ser tomada literalmente”. Veja o que diz 1Coríntios 2.13; João 5.39; Josué 1.8; Lucas 16.17.

Baseado nisto e no livre direito que temos de expressão, vos apresento “O Bezerro de Ouro da Atualidade”. Que Deus possa lhes abençoar ricamente!

O PAPEL DO BEZERRO NO ANTIGO TESTAMENTO

De acordo com as Escrituras o bezerro tinha um papel muito importante. Este “bezerro”, que é a mesma coisa que “novilho”, “touro” ou “boi novo”, em hebraico 'egel, era um ser vivo que Deus utilizava para expiação do pecado do povo. Em Gêneses 3.21 está escrito: “Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu”. Bíblia Shedd edição ARA. O comentarista bíblico Shedd diz o seguinte: “A tentativa feita pelo homem de cobrir-se com folhas, era tão inadequada como o desejo de desculpar-se pelo pecado. A provisão de Deus, fazendo-lhes vestimentas de peles, é o primeiro vestígio de exigência divina de uma vítima sacrificial que ofereça uma cobertura capaz de promover a reconciliação”. Esta vítima sacrificial no Antigo Testamento era representada por um novilho, um cordeiro, uma pomba. E como vimos, o texto diz que as vestimentas que Deus deu para Adão e Eva originavam-se de peles de animais. Simbolizando a cobertura dos pecados.

Vejamos mais alguns textos: “Farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. Imolarás o novilho perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação” Êxodo 29.10,11. “Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar”. Bíblia Shedd edição ARA Gêneses 8.20.

O povo de Israel passou a perceber que o bezerro tinha um papel, e fazia uma espécie de relação entre ele e Deus. A história da fé provada e aprovada de seu maior patriarca contribuiu muito com isso, em Gêneses 22.13 diz: “Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho”. Bíblia Shedd edição ARA (verso 13). A diferença é que o animal usado para o sacrifício foi um carneiro.

O Eterno não tinha a intenção de dar a entender que o bezerro, carneiro ou outro animal de sacrifício fosse intitulado como mediador, nem muito menos o papel de Salvador. O propósito de Deus era profetizar ao povo, de forma figurada, que no futuro Ele daria seu Filho em sacrifício pelos seus pecados. Como interpretou o Apóstolo Pedro em sua epístola: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus...” Bíblia Shedd edição ARA 1Pedro 1.18-21. O Eterno queria que Israel pressentisse o seu Filho Jesus Cristo como João Batista pressentiu: “... Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Bíblia Shedd edição ARA João 1.29. Porém a congregação de Israel não entendeu, e chegou a ponto de confundir o bezerro com o próprio SENHOR, fazendo após si um bezerro de fundição de ouro, como vamos ver logo mais.

O Eterno Deus desejava que Israel o adorasse. E através do holocausto das ovelhas, bezerros e outros animais servissem para descobrirem que na morte de Jesus todos os nossos pecados seriam perdoados, como diz a Escritura: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”. Bíblia Shedd edição ARA Hebreus 9.11,12. Sendo assim, o bezerro era uma prefiguração de Jesus Cristo, como Paulo reitera: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” Bíblia Shedd edição ARA Colossenses 2.16,17. Lembrando que “o dia de festa” havia sacrifícios na congregação de Israel. Paulo queria dizer que também os sacrifícios eram “sombras” (prefigurações) de quem havia de vir, Jesus Cristo.

O PAPEL DE MARIA NO NOVO TESTAMENTO

Todo cristão sincero, que não só lê a Bíblia, mas a tem como Palavra de Deus, sendo um leitor assíduo das santas Escrituras, notará rapidamente que a Maria da Bíblia não é a mesma pregada pela Igreja Romana, e logo verá também que Maria, mãe de nosso Senhor, e Salvador Jesus Cristo, teve apenas um papel. Ao contrário do que prega e lhe atribui a Igreja Católica Romana. Vejamos, à luz das Escrituras, qual era o papel de Maria. Lembrando que a nossa fonte e iluminação para percorremos este assunto será exclusivamente a Bíblia Sagrada: “Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos. E uma luz em meu caminho”. Bíblia Ave Maria Salmo 119.105. Seguindo a orientação e o exemplo de Paulo: “Se apliquei tudo isso a mim e a Apolo, foi por vossa causa, para que por meio de nós aprendais a não ultrapassar o que está escrito, e para que vos não ensoberbeçais...” Bíblia Ave Maria 1Coríntios 4.6. (ver também Apocalipse 22.18,19; Deuteronômio 29.29; Provérbios 30.5,6).

O papel de Maria, de acordo com a Escritura, era de ser a incubadora do Filho de Deus encarnado. É bom frisar aqui que Jesus veio em CARNE. Ou seja, Ele já existia como Deus (Filipenses 2.5-11), apenas tomou uma forma humana para a nossa redenção. Por isso Maria foi mãe de Jesus “homem” e não mãe de Jesus “Deus”, ou como chamam, “Mãe de Deus” (ver João 1.14; 1João 4.2,3). Maria foi profetizada em Isaías 7.14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho e lhe chamará Emanuel”. Bíblia Shedd edição ARA. Sua gravidez ficou marcada na história e o seu ventre serviu de um verdadeiro templo de Deus. O anjo Gabriel ao anunciar a Maria que seu ventre seria um templo do Deus Altíssimo e ela seria mãe do Salvador do mundo, logo perguntou ao anjo como ficaria grávida se não havia conhecido homem algum. Em resposta à indagação de Maria, disse o anjo: “ Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra ... Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra ...” Bíblia Shedd edição ARA Lucas 1.35,38.

Neste papel de Maria podemos ver que ela era o templo e Jesus o “Emanuel” (Deus conosco), Deus do templo. É justamente aqui onde a Igreja Católica Romana começa a sua apostasia. Em confundir o templo (Maria) com o Senhor Deus (Jesus Cristo ver João 1.1). Isso não poderia acontecer, do contrário aconteceria o que chamamos de IDOLATRIA. Veja o que diz a Bíblia: “Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição... aqui está quem é maior que o templo”. Bíblia Ave Maria Mateus 12.3-6. “Replicou-lhe Jesus: Está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto.” Bíblia de Jerusalém Lucas 4.8.

O propósito de Deus em usar Maria como progenitora de Jesus não era de torná-la a salvadora, advogada, redentora, rainha dos céus, da paz, e outros papéis e títulos que os fanáticos mariólatras dão a humilde serva de Deus, Maria, mãe de Jesus. Vejamos algumas declarações destes fanáticos: “Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria, os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra”. (livro Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Liguori, pág. 35); “Maria, para salvar as nossas almas, sacrificou com amor a vida de seu Filho... Imolou a sua alma para a salvação de muitas almas... Verdade é que Jesus quis ser o único a morrer pela redenção do gênero humano. Mas viu como Maria desejava ardentemente tomar parte na salvação dos homens. Decidiu então que ela, com o sacrifício e a oferta da vida do seu mesmo Jesus, cooperasse para a nossa salvação, e deste modo viesse a ser a Mãe das nossas almas”. (livro Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Liguori, Pág.47); “Os pecadores só por intercessão de Maria recebem o perdão”. (livro Glórias de Maria – Santo Afonso Maria de Liguori, pág.76); Etc.

Não adianta darmos mais papéis para Maria se a Palavra de Deus não relaciona. Em parte alguma da Bíblia você vê Jesus dando outros papéis a sua mãe. Nem muito menos dando ocasião favorável. Vejamos alguns textos que poderiam ser propícios: “... Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te. Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe”. Bíblia Ave Maria Mateus 12.47-50.

“Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!” Bíblia Ave Maria Lucas 11.27,28.

Portanto o verdadeiro papel de Maria, mãe de Jesus, era a de ser APENAS a “... serva do Senhor...” (Lucas 1.38).

A REPROVAÇÃO DE DEUS À IMAGEM DO BEZERRO DE OURO

Quando lemos o capítulo 32 de Êxodo vemos que o povo de Israel não aguentava mais esperar por Moisés e logo se desviaram dos mandamentos de YHVH Deus, que dizia: “Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima nos céus, ou em baixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto”. Bíblia Ave Maria Êxodo 20.3-5. Ora, o sacerdote de Israel, que se chamava Aarão, sabia destes mandamentos que O Eterno dera a Moisés. No entanto, o povo de Israel, sabendo que Moisés demorava a regressar, sugeriram a Aarão que fizesse um deus. Você vê isso em Êxodo 32.1. Do verso 2-5 Aarão toma a decisão de fazer um bezerro de ouro. Então pergunto: Porque Aarão não mandou fazer um sol, uma lua, uma estrela, um peixe ou uma fruta? Ou porque ele não guardou o mandamento de Deus? Estas duas perguntas se fundem e temos uma só resposta. Ele não fez um sol, uma lua, ou seja, lá outra coisa que fosse, porque ele sabia que o bezerro tinha um papel importante entre o povo de Israel e seu Deus. Logo, associando uma coisa à outra, Aarão achava que não seria pecado de idolatria fazer uma imagem de algo que Deus se agradava. Claro que houve influencias também culturais herdadas do Egito. Pois o povo de Israel havia passado 400 anos habitando naquela cultura. Por exemplo, havia numa parte do Egito o culto ao “Boi Negro”, uma mistura dos cultos a Horus e ao boi ou novilho; Em outra parte do Egito também havia culto ao boi, ligado com a adoração a Horus. No entanto, o que mais despreocupou a consciência de Aarão foi o fato de ser um “bezerro”. Um pouco distante dali, Moisés recebe o aviso de Deus que o seu povo se desviara do caminho. Vemos isso em Êxodo 32.7: “O Senhor disse a Moisés: Vai, desce! Porque corrompeu-se o teu povo que tiraste do Egito. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios...” Bíblia Ave Maria.

Amigo leitor, Deus não se agrada com sacrifícios, penitências, etc, sem antes vir primeiro a obediência a Ele! Deus não olha para o que os olhos humanos vêm, mas para o interior do homem, suas maldades, seu caráter, sua palavra. E na sua onisciência não há espaço para sofismas (veja Isaías 55.7-9; 1Samuel 15.22). Por isso Deus reprovou o ato de Israel, embora fosse a imagem de um bezerro, animal que todos seus patriarcas usavam nos cultos ao Eterno Deus. Isso se deve ao fato de Deus não repartir a sua glória com outro (veja Isaías 42.8). Deus é Deus, os demais são suas criaturas, e se as adorarmos, estamos lhe desobedecendo. Isso é pecado, isso é Idolatria! (veja Gálatas 5.19-21; 1João 5.21; Isaías 44.9-20; 45.20).
Voltando para o texto de Êxodo capítulo 32, do verso 15 ao 20, vemos o que ocorreu. Moisés destruiu o bezerro de ouro e, em nome de Yahveh, repreendeu toda a congregação de Israel.

“Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens. Têm boca, mas não falam, olhos e não podem ver. Têm ouvidos, mas não ouvem, nariz, e não podem cheirar. Têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar. Sua garganta não emite som algum. Semelhantes a eles sejam os que os fabricam e quantos neles põem sua confiança”. Bíblia Ave Maria Salmo 113.12-16.

A REPROVAÇÃO DE DEUS À IMAGEM DE MARIA MÃE DE JESUS

À frente de um povo Católico e pagão (devido a Igreja ter se unido ao estado romano). Os papas da Igreja Católica Romana agiram da mesma forma que agiu o sacerdote Aarão. E fazem de Maria o que fizeram do bezerro. Acham que Maria tem alguma ligação entre Jesus e eles ou entre Deus e os homens.

No livro a “História da Igreja Cristã”, escrita por Jessé Lyman Hurlbut, página 74 e 75, vemos um comentário histórico sobre o que ocorreu quando cessou a perseguição ao cristianismo e este ligou-se ao estado romano: “Todos queriam ser membros da igreja e quase todos eram aceitos. Tanto os bons como os maus, os que buscavam a Deus e os hipócritas buscando vantagens, todos se apressavam em ingressar na comunhão. Homens mundanos, ambiciosos e sem escrúpulos, todos desejavam postos na igreja, para, assim, obterem influência social e política. O nível moral do Cristianismo no poder era muito mais baixo do que aquele que distinguia os cristãos nos tempos de perseguição. Os cultos de adoração aumentaram em esplendor, é certo, porém eram menos espirituais e menos sinceros do que no passado. Os costumes e as cerimônias do paganismo foram a pouco infiltrando-se nos cultos de adoração. Algumas das antigas festas pagãs foram aceitas na igreja com nomes diferentes. Cerca do ano 405 d.C as imagens dos santos e mártires começaram a aparecer nos templos, como objetos de reverência, adoração e culto. A adoração à virgem Maria substituiu a adoração a Vênus e a Diana... Se tivesse sido permitido ao Cristianismo desenvolver-se normalmente, sem o controle do Estado, e se o Estado se tivesse mantido livre da ditadura da igreja, tanto um quanto a outra teriam sido mais felizes. Porém a igreja e o Estado tornaram-se uma só entidade quando o Cristianismo foi adotado como religião do império, e dessa união inatural surgiram males sem conta...”.


Façamos aqui um paralelo entre o passado e o presente. No passado o povo de Israel sentiu-se com a ausência de Moisés, influenciaram o sacerdote Aarão à aclamação de um deus. Então Aarão manda construir um bezerro de ouro (ver Êxodo 32.1-5). No presente, o paganismo provindo da cultura romana, influencia os sacerdotes católicos a construírem imagens de escultura (prática comum no império romano). Na ausência de Jesus e dos apóstolos, os sacerdotes católicos acharam-se no direito de confeccionar imagens de escultura de Maria, mãe de Jesus. Por ter exercido ela um importante papel, em trazer o salvador ao mundo, foi até proclamada “Mãe de Deus”. No entanto, O Eterno Deus reprova este ato do mesmo jeito que reprovou no passado. Pois assim como o bezerro teve um papel importante na aliança passada e Deus não consentiu com o que Israel e Aarão haviam esculpido, Ele Também não consente no que estão fazendo da sua humilde serva Maria. Vemos imagens de Maria esculpidas em gesso, em madeira, em pedra, desenhadas em quadros, pulseirinhas com a figura da suposta imagem de Maria, etc.

Vejamos como Deus agiu no passado perante a atitude de Israel: “O Senhor disse a Moisés: Vai, desce! Porque corrompeu-se o teu povo que tiraste do Egito. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios ... Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da Lei ... Aproximando-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Sua cólera se inflamou. Arrojou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé da montanha. Em seguida tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até o reduzir a pó, que lançou na água e a fez beber os israelitas.” Bíblia Ave Maria Êxodo 32.7,15-20.

Caro leitor, o que diríamos quando Jesus voltar dos céus? Ou o que diríamos se uns dos santos apóstolos voltassem a viver em nossos dias e avistassem de longe o que estão fazendo de Maria? Realmente seria uma situação muito constrangedora. Jesus está voltando, e o que devemos fazer? Obedecermos ao seu evangelho. Ora, a prática da idolatria é uma desobediência ao evangelho. Veja estes textos:

“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.” Bíblia Ave Maria João 4.23,24.

“Enquanto Paulo os esperava em Atenas, à vista da cidade entregue à idolatria, o seu coração enchia-se de amargura”. Bíblia Ave Maria Atos 17.16.

“Como conciliar o templo de Deus e os ídolos? Porque somos o templo de Deus vivo...” Bíblia Ave Maria 2Coríntios 6.16.

“Replicou-lhe Jesus: Está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto.” Bíblia de Jerusalém Lucas 4.8.

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!” Bíblia Ave Maria 1João 5.21.

Talvez você esteja se perguntando: O que é idolatria? Vejamos algumas definições: “Ídolo - Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. Idólatra - Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Pessoa que adora ídolos. Idolatria - Amor ou paixão exagerada, excessiva. Culto prestado a ídolos. Vem do grego “eídolon” (ídolo) + “latreúein” (adorar). Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc., que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos.” (Revista Defesa da Fé No 26 pág.20,21). Veja o que diz a Palavra de Deus: “Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei a minha glória, nem a ídolos minha honra.” Bíblia Ave Maria Isaías 42.8.

Talvez você diga: Mas o caso do bezerro de ouro era bem diferente. Pois se fazia do bezerro um deus. Acaso não está se fazendo de Maria uma DEUSA? Veja o que diz no livro Glórias de Maria: “Sois onipotente, ó Maria... (pág 100) Ó mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida... (pág 77); pois só por vosso intermédio esperamos a salvação”. (pág 147) O grifo é meu. Acompanhe meu raciocínio: A “onipotência” é um atributo de divindade (ver Salmo 91.1). Ser “mãe de Deus” implica em ser uma deusa:

No Egito, a mãe do deus Hórus era conhecida como deusa Ísis (figura ao lado).

Os chineses tinham uma deusa-mãe chamada Shing Moo ou “Santa Mãe” (figura ao lado). Os antigos germanos adoravam a virgem Hertha com o filho nos braços (sem imagens). Os escandinavos a chamavam de Disa, que também era representada com um filho (sem imagens). Os etruscos chamavam-na de Nutria, e entre os druidas a Virgo-Patitura era adorada como a “Mãe de Deus” (sem imagens).

Mera coincidência?

E ainda, a “salvação” é um dom divino (ver Isaías 43.11; Atos 4.12) e a “intercessão” é uma ponte divina (ver 1 Timóteo 2.5). O que mais falta para a Maria do catolicismo ser uma DEUSA? A senhora do catolicismo é Ísis, mãe de Hórus e não Maria, mãe de Jesus.

A teologia Católica tenta se sair do vexame explicando que existem três tipos de devoção, a “dulia” - devoção aos santos e aos anjos; “hiperdulia” - devoção à Maria; “latria” - adoração a Deus. Contudo, você pode ver a seguir, as definições dada pelo dicionário Aurélio XXI não faz distinção das palavras: “dulia”: Culto prestado aos santos e aos anjos; “hiperdulia”: Forma especial e excelente de culto aos santos, reservada, por isso, a Nossa Senhora; “latria”: Adoração devida a Deus. Onde “venerar” e “adorar” são palavras que se assemelham segundo o dicionário Aurélio: (venerar) Tributar grande respeito a; render culto a; reverenciar; exemplo dado pelo dicionário: Os pagãos veneravam inúmeros deuses. (adorar) Render culto a (divindade), reverenciar, venerar, amar extremosamente, idolatrar. Além do mais no site do CACP temos uma boa explicação sobre isso. Em um parágrafo do tema “Dulia, Hiperdulia e Latria” (por Paulo Cristiano) diz:

Os termos gregos, DULIA e LATRIA, não tem nenhuma semelhança com a definição que lhe dá o catolicismo. Podemos desmontar este arcabouço doutrinário levantado pela teologia romanista simplesmente recorrendo ao original grego do Novo Testamento.

DULIA é derivado do verbo grego DOULÉUO que trás como equivalente, servir, ser escravo, subserviente. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus aparecendo em passagens como Mateus 6.24; Atos 20.19; Romanos 12.11; 14.18 e outras mais.

LATRIA aparece nas escrituras gregas cristãs como adoração no sentido de culto, ritos, cerimônias, serviços exteriores. Aparece por exemplo em João 16.2; Romanos 9.4; 12.1; Hebreus 9.1. “Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados” aqui o original grego trás a palavra “LATRÉIA”. (Hebreus 9.6).

A palavra comumente usada para adoração na Bíblia Sagrada é “PROSKYNEO”= (prostrar-se e adorar), não LATRÉIA, veja isso em Mateus 4:10 “Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás (proskyneo), e só a ele servirás (latréia).

Tanto o culto de “latria” quanto o de dulia, devem ser dados somente a Deus e a mais ninguém, pois devemos prostrar-nos e servir somente a ele.

É claro que servir alguém em sentido religioso que não seja o próprio Deus, é descaradamente idolatria, e foi essa a intenção do apóstolo Paulo escrevendo aos gálatas, quando censura a vida idólatra que outrora eles viviam.

“Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis (dulia) aos que por natureza não são deuses”

No original grego aparece a palavra “Dulia”, era este o tipo de culto que os Gálatas prestavam aos seus deuses, mas nem por isso Paulo os poupa de serem chamados de idólatras, pois aos tessalonicenses ele diz:

“porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes (dulia) ao Deus vivo e verdadeiro”

Veja que dulia deve ser prestado com exclusividade a Deus!

O que é hiperdulia? O dicionário define como hiper: 'posição superior'; 'além'; 'excesso'.

Será que com o culto de “hiperdulia” os católicos não estariam cultuando Maria acima e além de Deus e consequentemente transformando-a em um ídolo? As escrituras nunca registram uma “hiperdulia” para Deus mas apenas dulia, já os católicos querem prestar a Maria um culto ou serviço, superior ao que é prestado ao próprio Deus, uma hiperdulia!

Para que nenhum católico diga que estou fazendo jogo de palavras para falsamente os acusar, leia o que afirma o livreto “Com Maria Rumo ao Novo Milênio” editora PAULUS na página 13: “Houve um tempo em que os católicos VENERAVAM DEMAIS os santos. Esqueceram-se um pouco de Jesus. Ele até parecia um santo ao lado dos outros...” (ênfase do autor). Exemplos disso são os títulos “santóides” dados à Jesus tais como: “São Bom Jesus dos Milagres”, “Senhor Jesus do Bom Fim”, etc...

Se isto não for idolatria então não sabemos mais o que seja!

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Há ainda uma outra argumentação católica. A de quê o uso das imagens nas igrejas são para ensinar a Bíblia aos iletrados (ver S.Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, pág. 46,737d e São João Damasceno, De imaginibus I 17 pág.94, 1248c). Mas por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que podemos desobedecer a Palavra de Deus para superar uma deficiência de entendimento? Porque não alfabetizar o povo católico? Ou será que é por que irão ler a Bíblia e descobrir o que eu descobri quando era Católico Romano? Existe um ditado popular que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver”. Outro diz: “O pior cego é aquele que não quer ler.”

Os “últimos trunfos” dos teólogos Católicos é a citação dos querubins do propiciatório da arca da aliança que Deus ordenou que se fizesse (usam Êxodo 25.18-20); também citam a serpente de bronze que Deus mandou Moisés fazer (usam Números 21.8). Ora, estes argumentos não se revestem de sustentação alguma, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessa, ou lhes adorando. Esse propiciatório era figura da redenção em Cristo (ver Hebreus 9.5-9). Quanto à serpente de bronze, houve sim uma idolatria por parte dos judeus. Por isso ela foi destruída: “Ezequias... rei de judá ... Fez o que é bom aos olhos do Senhor ... Destruiu os lugares altos, queimou as estelas e cortou os ídolos de pau, Asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. (chamavam-na Nethustã).” Bíblia Ave Maria 2 Reis 18.1-4. Essa serpente também era figura da redenção em Cristo (ver João 3.14).

QUAL É A MARIA VERDADEIRA? A DO CATÓLICO OU A DA BÍBLIA?

A Palavra de Yahveh Deus não pode ser alterada nesta resposta: “Nada acrescentareis ao que eu vos ordeno, e nada tirareis também...” Bíblia de Jerusalém Deuteronômio 4.2. Tudo o que Deus quis revelar sobre Maria está escrito: “... o Senhor JAVÉ nada faz sem revelar o seu segredo aos profetas, seus servos”. Bíblia Ave Maria Amós 3.7. Não podemos ir mais adiante. A Bíblia registra Maria achando-se grávida, pelo Espírito Santo; seu parto; sua convivência com o filho mais velho, Jesus; seus filhos com José, seu marido; a registra aos pés da cruz chorando a morte do seu filho; ela no cenáculo reunida com sua família e com os discípulos de Jesus; depois não há mais nenhum outro registo bíblico que fale de Maria.

Portanto iremos fazer aqui uma comparação entre o que a Igreja Católica Romana diz sobre Maria e o que a Bíblia Sagrada fala. Você escolherá o caminho da palavra da Igreja Católica Romana ou o da Palavra de Deus. Não poderá ficar “em cima do muro”. A Maria que a Bíblia apresenta é verdadeira ou é falsa? A Maria da Igreja Católica é verdadeira ou falsa? Não poderemos ter duas respostas verdadeiras nem vice versa. Pois são antagônicas. Se não vejamos:

A Maria do Católico é imaculada: “Desde o primeiro instante da sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.” Novo Catecismo pág.143 # 508. Veja que este ensinamento não está na Bíblia. O Catecismo admite que é uma tradição da igreja: “Ao longo dos séculos a Igreja tomou consciência de que Maria, ‘cumulada de graça’ por Deus (Lucas 1.28), foi redimida desde a concepção.” Pág.138 # 491. Veja essa declaração: “Da Igreja aprende o exemplo de santidade; reconhece a sua figura e sua fonte em Maria, a Virgem Santíssima”. Novo catecismo pág.534 # 2030.

Já a Maria da Bíblia nasceu com o pecado original. Pois necessitava de salvador: “E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva”. Bíblia Ave Maria Lucas 1.46-48. Como o resto da humanidade também: “... pois não há distinção; com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus”. Bíblia Ave Maria Romanos 3.22,23. O que a diferenciava dos outros era o fato de que ela tinha uma vida separada, não dos pecadores, mas do pecado. Caráter observado em todos os santos servos de Deus: “Havia, na terra de Hus, um homem chamado Jó, íntegro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.” Bíblia Ave Maria Jó 1.1. Nenhum ser humano na terra pode ser santo igual a Deus. O ser humano pode ser ‘santo’ separado do pecado, mas ‘santo’ incorruptível ou santíssimo ou imaculado só Deus pode ser: “Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Só tu és santo...” Bíblia Ave Maria Apocalipse 15.4. Ora, se Maria exclusivamente nasceu sem pecado, então por que Jesus veio ? Maria poderia substituí-lo efetuando o papel de expiação por nossos pecados (veja Hebreus 7.22-27). Concluímos que, se Jesus veio, é porque não havia ninguém nascido sem pecado. A Bíblia diz: “Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo gênero humano, porque todos pecaram”. Bíblia Ave Maria Romanos 5.12. Sim, o pecado veio de Adão e Eva até nossos dias, de geração a geração. Porém Jesus nasceu sem pecado. Pois ele foi gerado não por meio humano. Este meio (ato conjugal de marido e mulher) estava contaminado pelo pecado de origem. Jesus foi gerado por meio divino. Nasceu de Maria. Porém sua geração foi do Espírito Santo de Deus (veja João 3.6; Mateus 1.20). Glórias a Deus!

Se Maria foi gerada por meio humano (ato conjugal de marido e mulher), então ela foi nascida em pecado. Do contrário teria que imacular toda a origem dela e não somente seus pais. A mãe de Maria deveria nascer sem pecado também. Daí a mãe da mãe de Maria também. A mãe, da mãe, da mãe, de Maria o mesmo. A mãe da mãe da mãe da mãe de Maria igualmente. E por fim, A mãe de todos, “Eva”, deveria estar sem pecado. No entanto, Eva pecou e seu marido também (veja Gêneses 3.1-23). Logo, sem sombra de dúvidas, toda humanidade nasceu em pecado bem como Maria também.

Para justificar essa imaculabilidade exclusiva de Maria o Catecismo prossegue afirmando que ela, “para ser a Mãe do Salvador”, “foi redimida desde a concepção”. Ora, Deus não precisava tornar Maria sem pecado para gerar Jesus. Ele só precisava de uma virgem santa e temente a Ele para que o Espírito Santo fizesse a obra. Cristo nasceu “imaculado” por mérito do Espírito Santo e não de Maria. A passagem de Jo.3.6, embora dentro de outro contexto, faz distinção entre geração da “carne” e do “Espírito Santo”.

José não teve relações com Maria para gerar Jesus. Nisso o catolicismo concordará comigo. Sendo assim, como a concepção de Jesus foi “sobrenatural”, conforme Mt.1.20, aquilo que o catolicismo tenta justificar sobre a imaculabilidade de Maria no seu Catecismo não justifica e nem encontra sustentação na Bíblia Sagrada.

A Maria do Católico foi levada ao céu e lá foi proclamada Rainha do Universo: “Finalmente, a imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como ‘Rainha do Universo’”. Novo Catecismo pág.273 # 966. A Bíblia não diz nada sobre isso. Pelo contrário, fala de uma deusa pagã muito adorada no Antigo Testamento como a Rainha dos Céus (ou do Universo): “Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres preparam a massa para fazerem tortas à rainha dos céus; depois fazem libações a deuses estrangeiros para me ofenderem.” Bíblia de Jerusalém Jeremias 7.18. ver também no 44.17-19. (ver figuras abaixo).

Deusa Semíramis com seu filho Tamuz (figura ao lado). Adorada como “Rainha dos céus” pelos babilônicos. Chamada também de Ishtar e muito citada hoje pelos esotéricos.

Observe que o T é usado por alguns católicos como crucifixo “Tau” (figura ao lado). Uma homenagem ao deus Tamuz, filho da "rainha dos céus? Ou mera Coincidência?

Já a Maria da Bíblia morreu como todos morrem: “... está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo...” Bíblia Ave Maria Hebreus 9.27 Ela aguarda a ressurreição do seu corpo como toda a Igreja aguarda, que se dará na volta de Jesus (ver 1 Tessalonicenses 4.13-18). A Bíblia não relata nada sobre a ressurreição de Maria e nem muito menos sobre a sua subida ao céu. Fala sim da ressurreição de Jesus e de sua subida ao céu. Sendo que a mesma declara: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho de homem que está no céu.” Bíblia Ave Maria João 3.13.

A Maria do Católico permaneceu virgem através de sua vida inteira: “Maria permaneceu virgem concebendo seu Filho, virgem ao dá-lo à luz, virgem ao carregá-lo, virgem ao alimentá-lo do seu seio, virgem sempre”. Novo Catecismo Pág. 143 # 510. “A liturgia da Igreja celebra Maria como Aeiparthenos, ‘sempre virgem’.” Novo Catecismo pág. 141 # 499. A Maria do Católico permaneceu virgem depois de ter Jesus. José teve que se contentar o resto de sua vida como se fosse um solteiro.

Já a Maria da Bíblia teve outros filhos: “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos: Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?”. Bíblia Ave Maria Mateus 13.55,56. Estes “irmãos” de Jesus não são “filhos de uma Maria, discípula de Cristo...” como ensina o Catecismo pág.141 # 500. Do contrário, a resposta que Jesus deu a esta “Maria, discípula de Cristo...” se tornaria sem sentido. Veja: “... sua mãe e seus irmãos estavam fora, procurando falar-lhe. Jesus respondeu àquele que o avisou: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E apontando para os discípulos com a mão, disse: Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos.” Bíblia de Jerusalém Mateus 12.47-49 (capítulo anterior de Mateus 13.55,56!).

A Bíblia trata estes “irmãos” de Jesus como “nascidos da mesma mãe”. Se não, vejamos. Uma família é formada por quais componentes? Façamos um relacionamento do dicionário (apenas o 1o significado que ele dá para a palavra “família”) com o texto de Mateus 13.55,56. “Família – Núcleo parental formado por pai... (no início do verso 55 fala de José),... mãe... (no meio do verso 55 fala de Maria),... e filhos” (no final do verso 55 e início do 56 fala de seus irmãos e irmãs).

A Maria da Bíblia teve uma vida conjugal lícita com seu marido e como fruto deste amor concebeu a Tiago, José, Simão, Judas e filhas também. Não é de se admirar que a Bíblia relata que Jesus foi “o primeiro” filho dela. Claro que fruto do Espírito Santo: “... Maria, que estava grávida... E deu à luz seu filho primogênito e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio...” Bíblia Ave Maria Lucas 2.5,7. Depois a Bíblia relata a união conjugal de Maria com seu marido: “José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus.” Bíblia de Jerusalém Mateus 1.24,25. A palavra grifada “conheceu” na 2a definição do dicionário, baseado no verbo “conhecer”, significa: “... Ter relações ou convivência com.” Vejamos outro caso semelhante na Bíblia: “Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim... Caim conheceu sua mulher, ela concebeu e deu à luz Henoc.” Bíblia Ave Maria Gêneses 4.1,17. Por isso a Bíblia na Linguagem de Hoje traduz assim: “Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado e casou com Maria. Porém não teve relações com ela até que ela deu a luz o seu filho. E José pôs no menino o nome de Jesus.” Mateus 1.24,25. Subentende-se que depois do nascimento de Jesus, José viveu maritalmente com sua esposa. Por isso após o nascimento de Jesus, e seu relacionamento com José, seu marido, Maria deixou de ser virgem como toda ESPOSA deixa de ser. A Palavra de Deus aprova a vida conjugal de marido e mulher: “Vós todos, considerai o matrimônio com respeito, e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros”. Bíblia Ave Maria Hebreus 13.4. “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa. Não vos recuseis um ao outro...” Bíblia Ave Maria 1 Coríntios 7.3-5.

A Bíblia também não dá espaço para que estes “irmãos” de Jesus sejam seus “primos” ou “parentes”. Se isso fosse verdade, as traduções bíblicas Católicas deveriam traduzir tudo que fosse chamado de “irmão” como “parentes” ou “primos”, o que não ocorre nem no próprio texto de Mateus 13.55,56. Será que a língua grega (o texto original do Novo Testamento) não tem uma palavra certa para destinguir “irmão” de “parente”? Se não tem, então por que os textos bíblicos Católicos distinguem? Vejamos este texto bíblico traduzido por católicos: “Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice...” Bíblia Ave Maria Lucas 1.36. “Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice...” Bíblia de Jerusalém Lucas 1.36. Por que não colocam “tua irmã”? Mas é claro que não! Pois o texto original aqui para “parente” é “syngenes” que significa “Alguém da mesma raça”. Então por que não usam esta palavra para João 2.12; Mateus 12.46; Mateus 13.55,56; Marcos 6.3; João 7.2; Gálatas 1.19; Atos 1.14; 1Coríntios 9.5? Por que chamam “irmãos” ? Por que estes textos no grego não vêm com a palavra “syngenes”. São realmente irmãos do Senhor Jesus. Filhos legítimos de Maria.

E para finalizar, a Bíblia não dá espaço para que estes “irmãos” de Jesus sejam chamados de “discípulos”. Do contrário o seguinte texto ficaria sem sentido: “Depois disto Jesus percorria a Galiléia... Seus irmãos disseram-lhe: Parte daqui e vai para a Judéia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Pois quem deseja ser conhecido em público não faz coisa alguma ocultamente. Já que fazes estas obras, revela-te ao mundo. Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele”. Bíblia Ave Maria João 7.1-4. Onde já se viu os “discípulos” de Jesus não acreditarem nele?

CONCLUSÃO

Caro leitor, se você é um Católico, eu te convido a verificar tudo o que escrevi aqui e pondere se é biblicamente correto você fazer o que está fazendo: adorar, venerar, praticar hiperdulia, enquanto que a tua Bíblia e a minha Bíblia condena veementemente esse tipo de atitude. Não seja adorador da deusa Isis ou Ishtar disfarçada de “Maria”. Busque entendimento, veja que profanaram a mãe de Jesus. Profanaram a fé cristã realizando um verdadeiro sincretismo religioso. Deixe a “Vossa Senhora” e receba Jesus como o teu único Senhor e Salvador:

“há um só Senhor, uma só fé, um só batismo”. Efésios 4.5.

OBRAS CONSULTADAS:

Bíblia Apologética ACF
Bíblia Ave Maria
Bíblia de Jerusalém
Bíblia em CD-ROM Shammah
Bíblia Gideões
Bíblia na Linguagem de Hoje
Bíblia Shedd ARA
Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo – George A.M. & Larry A.N.
História da Igreja Cristã – Jesse Lyman Hurlbut
Minidicionário Luft
Novo Dicionário da Bíblia – J D Douglas
Dicionário Aurélio XXI
Por Amor aos Católicos – Rick Jones
Revistas da Defesa da Fé – Instituto Cristão de Pesquisas
Seitas e Heresias – Raimundo de Oliveira

Veja mais em Neopentecostalismo e Teologia

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